SOPA DE ABÓBORA COM ÓLEO DE PATCHOULI

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O patchouli, é usado frequentemente em sabonetes e cosméticos que tem as propriedades de rejuvenescer peles secas e envelhecidas, e também funciona como um desodorante, pois consegue mascarar o odor do suor. Ambos o óleo e as folhas são usados em conjunto, pois as folhas adicionam uma textura e fragrâncias únicas para a mistura. Esse óleo é conhecido por ter ativos fixadores e acredita-se que suas propriedades olfativas e terapêuticas melhoram com o envelhecimento do óleo, assim como um bom vinho. O Patchouli é pouco usado como erva medicinal, pois seu uso pode causar perda de apetite, do sono e até causar “ataques nervosos”. Mas, no entanto, algumas culturas orientais estimam muito o patchouli como um grande profilático.

Os Aromaterapeutas consideram o patchouli também como um afrodisíaco, baseado nas crenças de que o aroma do mesmo estimula as glândulas pituitárias a liberarem endorfina, um hormônio que alivia a dor, estimula a euforia e também o desejo sexual. Patchouli é recomendado para uso externo em tratamento de ansiedade em doses bem pequenas, pois em excesso tem efeito sedativo. Na indústria e na culinária, o patchouli também tem aplicações. As folhas frescas de P. cablin são usadas como tempero e as folhas secas de P. heyneanus (A espécie menos aromática entre as duas) são usadas para dar sabor a uma bebida alcoólica. O óleo extraído de P. cablin dá sabor a gomas de mascar, produtos assados e doces, enquanto o óleo de P. heyneanus é usado na composição de tinta indiana.

Sopa de Abóbora com Patchouli

Essa receita única e maravilhosa é a preferida e vai dar o que falar em suas festas de Outono e Halloween. Saboreie essa delícia tradicional com um toque essencial.

Ingredientes:

½ Abóbora-menina grande, descascada e cortada em cubos. (Aprox. 2 xícaras)
1 Copo de purê de abóbora (250mL)
3 tabletes de caldo caldo Knorr (legumes, frango ou outro)
½ Xícara de creme de leite
2 Colheres de sopa de Manteiga sem sal
2 Colheres de sopa de Azeite de oliva extra virgem
1 Cebola grande picada bem fininha
12 Gotas de Óleo Essencial de Patchouli
1 Pitada de Noz Moscada
Sal grosso para temperar a gosto

Modo de Preparo:

Derreta a manteiga no azeite em uma panela grande em fogo médio-alto.
Adicione as cebolas e mexa a frigideira sobre o fogo até dourar por cerca de 3 a 5 minutos.
Adicione a abóbora picada e mexa com uma colher até que todos os pedaços estejam misturados ao óleo.
Coloque o caldo knorr e logo em seguida adicione o purê de abóbora e mexa bem.
Cubra com água e tampe a panela.
Deixe cozinhar por 20 minutos, até a abóbora ficar bem macia.
Após cozinhar, bata a sopa no liquidificador ou em um processador, até que fique uniforme. Tome cuidado, pois a sopa fica muito quente.
Após misturar a sopa no liquidificador, coloque-a em uma panela passando por um coador. (Coadores grandes de aço inox são a melhor opção)
Leve de volta ao fogo médio, adicione o creme de leite, sal e a noz moscada.
Logo antes de servir, adicione as gotas de Patchouli. (Atenção, adicione as gotas aos poucos e vá testando para o sabor ficar agradável ao seu paladar. Quantidades menores de gotas podem ser o suficientes).
Mexa até misturar bem, então sirva!

Delicie-se e se surpreenda com essa delícia da estação!

RECEITA DO SITE: http://www.peacefulmind.com/October%20Herb%20of%20the%20Month%20Patchouli.pdf

Este óleo está disponível em:

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Natural é Estar Bem!
www.pria.com.br

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Alho Negro Caseiro – Como fazer?

Reblogando de http://www.tampopogourmet.com.br/2012/05/alho-negro-caseiro-como-fazer.html
Desde que conheci o alho negro, coloquei na cabeça que iria dar um jeito de fazê-lo em casa.

Sabia que o alho deveria sofrer um longo processo de maturação, com temperatura (cerca de 60ºC) e umidade controladas.

Não sei como é o processo industrial do alho negro, mas o caseiro ficou bem parecido, embora um pouco mais úmido. Além disso, o meu também não passou por pasteurização, processo importante em produtos industrializados.

Depois de alguns dias na geladeira, o sabor do alho ficou praticamente idêntico aos que eu já havia comprado.

A pedidos, vou explicar o modo como fiz. Quem tiver interesse, pode pegar a essência do processo e tentar adaptar aos utensílios disponíveis em casa.

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UTENSÍLIOS:
Panela elétrica de fazer arroz (capacidade de 10 copos)
Suporte com aproximadamente 20cm de diâmetro e 15cm de altura
Fita isolante
Papel Alumínio
Papel Manteiga

INGREDIENTES:
20 cabeças de alho comum de boa qualidade

MODO DE FAZER:

Cobrir a panela de arroz com 4 faixas de papel alumínio, distribuídas de forma a cobrir todos os lados internos do recipiente da panela de arroz. É importante que as faixas tenham cumprimento para cobrir todos os lados do recipiente e ainda sobrar o suficiente para cobrir as cabeças de alho (que serão colocadas depois).

Em seguida, fazer o mesmo com o papel manteiga, de forma a cobrir todo o papel alumínio.

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Distribuir no fundo do recipiente uma camada de cabeças de alho.

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Colocar o suporte sobre a primeira camada e fazer outra camada de alho.

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Suporte para a segunda camada de alho não emprensar a camada inferior.

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Segunda camada de alho.

Envolver o alho com as faixas de papel manteiga e alumínio.

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Colocar mais uma camada de papel alumínio por cima de tudo.

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Colocar dentro da panela elétrica.

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Vedar todas as saídas de vapor da panela com fita isolante.

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A partir disso, ligar a panela na tomada e deixar na função de aquecimento por 21 dias.

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No 21º dia, tirar a fita isolante e deixar por mais 5 horas.

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Pronto!!! Basta abrir a panela e deixar o alho esfriar.

Depois disso, é só usar.

Que tal um Linguine com tomatinhos e alho negro? Fácil e rápido!

Demorado é só o alho negro mesmo…

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DICAS E CONSIDERAÇÕES:

a) Quanto melhor o alho comum utilizado, melhor será o seu alho negro.
b) Conservar o alho negro, depois de pronto, em geladeira.
c) O suporte que eu tenho em casa é de metal. Acho que ele esquentou muito e deu uma ressecada nos alhos da camada de cima. Vou procurar um de madeira.
d) Não sei ao certo qual a temperatura interna da panela elétrica na função de aquecimento, mas li que a temperatura ideal é de 60ºC a 70ºC.
e) Outro teste que quero fazer é o de envolver cada uma das camadas em um pacote separado de papel manteiga e papel alumínio para ver se a umidade se conserva melhor.
f) O uso da fita isolante é essencial para que o alho não perca a umidade. Quando fiz sem a fita, o alho virou pedra.
g) Li algumas matérias interessantes no site do Alho Negro Luigi, incluindo uma que fala sobre os seus benefícios.
h) Para quem quiser fazer um alho profissional, há algumas apostilas anunciadas na internet que explicam o processo. Como não comprei nenhuma, não tenho indicação para fazer.
i) Comprei duas marcas de alho negro e achei que o da Marisa Ono é o mais saboroso e de textura mais cremosa.

Alho Negro: Uma Saborosa Opção no Combate ao Estresse Oxidativo

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(no próximo post vai uma receita caseira para fazer esse delicioso alho)

Alho Negro: Uma Saborosa Opção no Combate ao Estresse Oxidativo.
* Texto elaborado pela Nutricionista Gabriela Andrello Paschoal do Departamento Científico da VP Consultoria Nutricional

O alho (Allium Sativum L.) é um condimento bastante presente no cotidiano das pessoas. A sua exploração não foi apenas como especiaria, pois tem sido também utilizado para outros fins, dependendo da cultura. Ao longo dos tempos, através de vários estudos, foi-se descobrindo que o bulbo desta planta possuía também propriedades benéficas para a saúde (1). Ele possui fortes poderes antioxidantes e foi sugerido que pode prevenir doença cardiovascular; inibir a agregação plaquetária e a formação de trombos; prevenir câncer, doenças associadas ao envelhecimento cerebral, artrites e formação de catarata; rejuvenescer a pele e melhorar a circulação e os níveis de energia (2).

Estão presentes no alho compostos organosulfurados, os quais desempenham atividades benéficas à saúde como a aliina (hipotensora, hipoglicemiante), ajoeno (antiagregante plaquetário), alicina (antibiótica, antifúngica, antiviral), alil-mercaptano (hipocolesterolêmica, hipotensora, antitumoral), dialil-dissulfido (hipocolesterolêmica, antitumoral) e compostos gama-glutâmicos (antioxidante, hipocolesterolêmica, antitumoral) (3).

Um estudo chinês mostrou que, in vitro, a alicina reduziu a viabilidade de células cancerígenas gástricas, de maneira, dose e tempo-dependente, o que sugere uma diminuição na proliferação dessas células, evitando a progressão da doença, podendo ser utilizada tanto na prevenção quanto no tratamento (4). Ainda com relação ao câncer, outro estudo observou que a alicina também pode auxiliar no tratamento e prevenção do câncer de cólon, pelo mesmo efeito observado quanto a neoplasias gástricas (5).

Li e colaboradores (6) demonstraram, in vivo, outro efeito bastante interessante, pois constataram que a suplementação preventiva de alicina previne perda de memória e dificuldade de aprendizagem de indivíduos portadores de Mal de Alzheimer, fato atribuído, possivelmente, ao aumento na atividade da superóxido dismutase (SOD), redução dos níveis de malondialdeído e diminuição de alguns genes envolvidos na progressão dessa doença.

Recentemente, descobriu-se que a alicina também possui atividade antiparasitária, principalmente contra Plasmodium falciparum e Trypanosoma brucei brucei, pois inibe enzimas produzidas por esses parasitas e que causam danos à saúde dos seres humanos (7).

Em estudo argentino, Vazquez-Prietro e colaboradores (8) observaram, in vivo, que o extrato aquoso de alho pode prevenir o estresse oxidativo e o remodelamento vascular em casos de síndrome metabólica. Outra importante consequência, observada por estudo chinês, quanto à diminuição do estresse oxidativo, foi uma proteção contra hipertrofia e fibrose cardíaca. (9).

Atualmente, na gastronomia, principalmente chinesa, o alho negro está ganhando espaço. Ele é produzido a partir do envelhecimento do alho fresco em alta temperatura (70°C) e alta umidade (90%UR). Durante o processo de envelhecimento, compostos instáveis do alho fresco, incluindo a aliina, são convertidos em compostos estáveis, como a s-alil cisteína, um composto hidrossolúvel com potente efeito antioxidante, fato este que sugere que o alho negro tenha um poder antioxidante maior do que o alho fresco (10).

Young-Min Lee e colaboradores (10) identificaram que o consumo de alho negro aumentou a atividade da SOD e da glutationa peroxidase (GPx) e quando comparado ao alho fresco, seu consumo reduziu significativamente mais os níveis séricos de TBARS.

Um estudo realizado na Coreia, o qual explorou o potencial do extrato clorofórmico de alho negro no estresse oxidativo, mostrou que além de atenuar a atividade de moléculas de adesão, diminuiu a produção de fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa) induzida por espécies reativas de oxigênio (EROs) e inibiu a ativação de fator de transcrição kappa B (NFkB), dados estes que fornecem novas evidências da atividade anti-inflamatória deste alimento (11). Outras interessantes propriedades do alho negro são os seus efeitos hipoglicemiante e hipocosleterolêmico, como demonstrado em um estudo coreano, o qual comprovou que consumir alho negro reduz significativamente a resistência insulínica, a glicemia e o colesterol total, além de aumentar os níveis de HDL colesterol (12).

Portanto, podemos concluir que o alho negro, assim como o alho fresco, possui atividades anti-inflamatórias, antioxidante, hipoglicemiante e hipocolesterolêmica. Porém, observa-se uma potencialização desses efeitos, mostrando que o processo de envelhecimento do alho não altera as suas propriedades.

Referência Bibliográfica:
1. MENDES, P. A. P. Estudo do teor de Alicina em Alho. São Paulo: IPB, 2008. 22p. Dissertação (mestrado) – Instituto Politécnico de Bragança, 2008.
2. KALLUF, L. J. H.; PASQUA, I. C.; A Fitoterapia Funcional na modulação anti-inflamatória imunomoduladora e antienvelhecimento. In: KALLUF, L. J. H. Fitoterapia Funcional: dos Princípios Ativos à Prescrição de Fitoterápicos. 1.ed. São Paulo: VP Editora, 2008.
3. GARCIA GOMEZ, L.; SANCHEZ-MUNIZ, J. Revisión: Efectos cardiovasculares del ajo (Allium sativum). Arch Latinoam de Nutr: 50 (3): 219-229, 2000.
4. ZHANG, W.; HA, M.; GONG, Y. et al. Allicin induces apoptosis in gastric cancer cells through activation of both extrinsic and intrinsic pathways. Oncol Rep; 24(6):1585-92, 2010.
5. LI, X. H.; LI, C. Y.; XIANG, Z. G. et al. Allicin can reduce neuronal death and ameliorate the spatial memory impairment in Alzheimer’s disease models. Neurosciences (Riyadh); 15(4):237-43, 2010.
6. BAT-CHEN, W.; GOLAN, T. ; PERI, I. et al. Allicin purified from fresh garlic cloves induces apoptosis in colon cancer cells via Nrf2. Nutr Cancer; 62(7):947-57., 2010.
7. WAAG, T.; GELHAUS, C.; RATHE, J. et al. Allicin and derivates are cysteine protease inhibitors with antiparasitic activity. Bioorg Med Chem Lett.; 15;20(18):5541-3., 2010.
8. VAZQUEZ-PRIETP, M. A.; GONZÁLEZ, R. E.; RENNA, N. F. et al. Aqueous garlic extracts prevent oxidative stress and vascular remodeling in an experimental model of metabolic syndrome. J Agric Food Chem; 58(11):6630-5, 2010.
9. LIU, C.; CAO, F.; TANG, Q. Z. et al. Allicin protects against cardiac hypertrophy and fibrosis via attenuating reactive oxygen species-dependent signaling pathways. J Nutr Biochem.; 21(12):1238-50, 2010.
10. LEE, Y. M.; GWEON, O. C.; SEO, Y. J., et al. Antioxidant effect of garlic and aged black garlic in animal model of type 2 diabetes mellitus. Nutr Res Pract; 3 (2): 156-161, 2009
11. LEE, E. N.; CHOI, Y. W.; KIM, H. K. et al. Chloroform extract of aged black garlic attenuates TNF-alpha-induced ROS generation, VCAM-1 expression, NF-kappaB activation and adhesiveness for monocytes in human umbilical vein endothelial cells. Phytother Res; 2010.
12. SEO, Y. J.; GWEON, O. C.; LEE, Y. M., et al. Effect of Garlic and Aged Black Garlic on Hyperglycemia and Dyslipidemia in Animal Model of Type 2 Diabetes Mellitus. J Food Sci Nutr; 14 (1): 1-7, 2009.

FONTE: http://www.vponline.com.br/_site/newsletter.php

Texto de Débora Fantini para a Folha de São Paulo

Pólen de Abelha Combate o Envelhecimento e Ajuda a Recuperar Energias

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O alimento das abelhas tem proteínas e vitaminas que aumentam a nossa energia. É o chamado pólen apícola.

Edésio Santos é professor de educação física. Ele corre o tempo todo e, nas horas de folga, pratica exercício. De onde vem tanta energia? “Há 15 anos, eu acordo de manhã e a primeira coisa que eu faço é comer o meu pólen”, revela.

Ainda em jejum, Edésio come uma colher de pólen puro, um poderoso suplemento alimentar. “Antes de tomar o pólen, parecia que as coisas eram mais pesadas. Eu até desempenhava bem os meus papeis, só que fazia como se fosse um fardo. Hoje, eu faço muito mais coisas do que eu fazia e as coisas são mais leves”, afirma o professor.

Mas que alimento é esse? É comida de abelha e se chama pólen apícola. “O pólen é a principal fonte proteica da abelha. O néctar é a fonte de carboidratos, o pólen é a fonte de proteínas, minerais e lipídeos. Sem ele, o enxame não se desenvolve. Em poucos dias, três, quatro dias, ele pode definhar e morrer”, explica Lídia Barreto, do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.

Depois de pousar de flor em flor e retirar o pólen, as abelhas voltam para a colmeia carregadas. Cada bolota, como dizem os especialistas, ou bolinha amarela presa à pata é o mais puro pólen.

A cada voo que uma abelha faz, ela volta à colmeia com duas bolotas de pólen. E elas são incansáveis, chegam a fazer 80 voos por dia. Quer dizer que cada abelha produz 160 bolotas de pólen.

Para coletar o pólen, os apicultores usam uma espécie de tela na entrada da colmeia. Os furos são tão estreitos que, para passar, as abelhas são obrigadas a derrubar os grãozinhos do lado de fora.

Mas nem todo pólen é coletado. Como a tela também tem furos maiores, dois terços da comida extraída das flores vão para dentro da colméia e se transformam no pão das abelhas. O pólen é mais uma evidência de que o que é bom para as abelhas, é excelente para a gente também.

O pólen no nosso meio é conhecido como bifinho verde. E ele tem uma composição físico-química básica de proteínas similar a um bife, em torno de 20%. Ele tem lipídeos. Esse lipídeo é um lipídeo muito bom com propriedades antioxidantes. É uma gordura, mas uma gordura boa”, destaca Lídia Barreto, coordenadora do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.

E ele desperta cada vez mais a curiosidade dos pesquisadores. Em um laboratório da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, as pesquisas com pólen mostraram que ele pode ajudar a combater as doenças do envelhecimento.

Comprovamos, na verdade, que ele tem as três vitaminas antioxidantes, beta caroteno como a pró-vitamina A, a vitamina C e a vitamina E, que são as três antioxidantes”, afirma a farmacêutica bioquímica Lígia Muradian, da USP.

O pólen também é rico em vitaminas do complexo B, que ajudam, por exemplo, no funcionamento do sistema nervoso central, na prevenção e tratamento de cataratas. O grãozinho surpreende.

Para se ter ideia, as quantidades que foram encontradas de vitamina B1 podem ser associadas às quantidades que se encontra dessa vitamina nas carnes de porco, por exemplo. As quantidades de vitamina B2 que nós encontramos eram superiores às quantidades que se encontra no leite”, explica a química Vanilda Soares de Arruda.

Acredito que ele deve ser encarado como alimento, um alimento que tem efeito preventivo contra algumas doenças”, ressalta a nutricionista Ilana Pereira de Melo.

A repórter Mônica Teixeira experimenta o pólen na cozinha do laboratório da USP e aprova. “Tem um gosto como se eu tivesse comendo um cereal matinal. É bem crocante. Não parece com mel, mas dá para comer puro sem o menor problema”, comenta.

A recomendação é ingerir 5 gramas por dia, o equivalente a uma colher de sopa, mas ele não precisa ser puro. O pólen está sendo testado como ingrediente na culinária. E já existem maneiras bem mais saborosas de garantir a dose diária desse alimento.

Na Universidade de Taubaté, a cozinha é um laboratório, onde o sabor do pólen é posto à prova: no molho da salada, na salada de fruta, no patê, bolos, biscoitos de pólen e até trufas e bombons.

Receitinhas de mel aromático para o inverno

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Nada melhor que combinar as propriedades terapêuticas do mel com os óleos essenciais. Utilizamos em média 5-10 gotas de óleo essencial para cada 100g de mel. Lembre-se sempre de misturar bem antes do uso, pois se parado por muito tempo, o óleo essencial tende a se desprender do mel subindo para a superfície. Algumas sugestões:

Delicioso mel de mandarina com capim limão
100g de mel + 5 gotas de OE mandarina + 2 gotas OE gengibre CO2 + 3 gotas OE capim limão

Mel antigripal de ravensara, louro e própolis
100g de mel + 5 gotas OE ravensara aromática + 5 gotas de OE louro + 20 gotas de própolis

Mel aquecedor de canela, gengibre, cravo e noz moscada (quentão)
100 g de mel + 4 gotas de OE canela cascas + 2 gotas OE gengibre CO2 + 1 gota OE cravo botões + 2 gotas de OE noz moscada GT Indonésia

Mel expectorante de hortelã e eucalipto
100g de mel + 5 gotas OE hortelã pimenta + 5 gotas OE Eucalipto globulus ou radiata

Mel afrodisíaco para o inverno
100g de mel + 4 gotas de canela cascas + 5 gotas OE cacau ABS + 1 gota funghi porcini ABS ou vetiver + 1 gota Noz moscada GT Indonésia + 1 gota OE gengibre CO2

Mel afrodisíaco de rosas
100g de mel + 5 gotas OE palmarosa + 2 gotas gerânio Bourbon + 2 gotas OE Rosa de damasco (se for a diluída a 10% use de 10-20 gotas)

Mel cítrico perfumado e digestivo
100g de mel + 4 gotas OE petigrain mandarina + 3 gotas OE limão siciliano + 2 gotas OE laranja dark

SUPER DICA: Prepare seu chá normalmente com as ervas de seu gosto e adicione 1 colher de chá/sopa de mel aromático. O perfume é magnífico! E você pode se tratar ou ainda servir um delicioso chá a amigos.

Todos estes óleos essenciais você encontra com a qualidade Laszlo na Pria: www.pria.com.br