ÓLEO DE LARANJA REDUZ ANSIEDADE DURANTE TRABALHO DE PARTO

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O trabalho de parto é um momento extremamente estressante para a mulher e meios naturais que possam reduzir a ansiedade são muito positivos neste momento. E um estudo recentemente publicado numa revista de enfermagem do Irã, mostrou que o óleo essencial de laranja pode ser muito útil neste momento.

Durante a pesquisa clínica que envolveu 100 mulheres, dois grupos foram separados, aquele que utilizou via difusor ambiental o óleo de laranja e o grupo controle que utilizou apenas água destilada. Apesar de ambos os grupos terem uma redução psicológica da ansiedade após a intervenção, a redução da ansiedade foi maior no grupo que utilizou o óleo de laranja.

O estudo concluiu considerando que o óleo de laranja é uma opção barata, segura e agradável ao uso por mulheres durante o trabalho de parto, através de difusores de ambiente, para o alívio da ensiedade.

Fábián László
Cientista aromatólogo

Referência: Rashidi-Fakari F, Tabatabaeichehr M, Mortazavi H. The effect of aromatherapy by essential oil of orange on anxiety during labor: A randomized clinical trial. Iran J Nurs Midwifery Res. 2015 Nov-Dec;20(6):661-4.

Leia mais sobre óleos essenciais durante o parto e gravidez, artigo de André Ferraz:
http://laszlo.ind.br/campanhas/OLEOS_ESSENCIAIS_NA_GESTAÇÃO_Andre_Ferraz.pdf

Óleo essencial de laranja você encontra na

 

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Imagem (parto humanizado): http://womansplaining.com.br/parto-humanizado-e-o-servico-de-doulas-desmistificando/

ÓLEO DE ALCARÁVIA AUMENTA HORMÔNIO DA TIREÓIDE

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A alcarávia (Carum carvi), chamada em inglês de caraway, possui um óleo obtido de suas sementes e rico no componente carvona, uma cetona de ação calmante e sedativa. É conhecido por ter propriedades digestivas e estrogênicas (muito parecidas com as do funcho). É usada no alívio de cólicas intestinais e menstruais por ser antiespasmódica.

Uma pesquisa de 2010 mostrou que o uso prolongado de extrato da alcarávia em altas doses, pode ocasionar hipertiroidismo com aumento do T3, T4 e diminuição do TSH. Os cientistas ainda não descobriram exatamente o mecanismo que causa este efeito, mas suspeita-se que o componente carvona, presente em alta concentração no óleo essencial, seja o responsável por este efeito. Desta forma, o óleo essencial de alcarávia mostra-se como tendo potencial terapêutico auxiliar no hipotireoidismo, mas é definitivamente contra-indicado em casos de hipertireoidismo, pois pode agravar o quadro. A dosagem correta para tratamento de distúrbios da tireóide não é conhecida ainda, mas é possível que algum efeito positivo se tenha com inalações e outras formas de uso. Futuras pesquisas são necessárias neste sentido.

Vale ressaltar que o óleo de alcarávia não substitui o hormônio da tireóide em quem faz reposição hormonal. Se você tem algum problema de saúde, oriente-se com seu médico.

Autor:Fabian LaszloCientista aromatólogo

Referência:Dehghani, F. et al. Effect of hydroalcoholic extract of caraway on thyroid gland structure and hormones in female rat. Iranian Journal of Veterinary Research, Shiraz University, Vol. 11, No. 4, Ser. No. 33, 2010

Outro artigo relevante: TIREOIDE E ÓLEOS ESSENCIAIShttps://www.facebook.com/laszlobrasil/photos/a.209468372457449.46847.208799552524331/604235052980777/?type=1&theater

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CURSOS AROMATOLOGIA IBRA Novas turmas e cursos agendados ao longo do ano de 2015!

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Aromatologia na Saúde – Módulo 1
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Aromatologia na Saúde – Módulo 2 – ATENÇÃO: TURMAS ÚNICAS DO ANO DE 2015, NÃO PERCA A OPORTUNIDADE!
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11 e 12 Abril: São Paulo – SP

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9 e 10 Maio: Belo Horizonte – MG

Psicoaromaterapia Dinâmicas mentais e emocionais – Módulo 1
12, 13 e 14 Junho: Belo Horizonte – MG
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Psicoaromaterapia Dinâmicas mentais e emocionais – Módulo 2
25,26,27 Setembro: Brasília – DF
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Psicoaromaterapia Dinâmicas mentais e emocionais – Módulo 3
23,24,25 Outubro: Brasília – DF

Psicoaromaterapia & Anatomia das emoções I e II
30 e 31 de maio e 13 e 14 de junho: São Paulo
6 e 7 de junho e 4 e 5 de julho: Brasília
22 e 23 de agosto e 20 e 21 de setembro: Rio de Janeiro
12 e 13 de setembro e 3 e 4 de outubro: Belo Horizonte
29 e 30 de agosto e 26 e 27 de setembro: Salvador

Psicoaromaterapia & Anatomia das emoções III
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ÓLEO DE PATCHOULI COMO IMUNOESTIMULANTE

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ÓLEO DE PATCHOULI COMO IMUNOESTIMULANTE
Tonifica timo, baço, aumenta a fagocitose e imonoglobulinas

O óleo de patchouli tem demonstrado em estudos recentes ter propriedades imunomodulatórias, anticancerígenas, antialérgicas e antivirais (destrói o vírus da gripe, inclusive o H1N1).

Neste presente estudo, foi observado que o patchoulol, principal componente do óleo de patchouli (25-40%), aumentou a atividade fagocitária de macrófagos, o que é interessante e útil frente a microorganismos invasores (infecções) e tumores.

O patchoulol promoveu aumento do tamanho do timo e baço impedindo a atrofia induzida destes órgãos quimicamente, demonstrando profundo efeito deste óleo essencial como tônico imunológico do timo e baço.

Houve igualmente aumento da quantidade de imunoglobulinas circulantes (IgG e IgM) aumentando a resposta humoral frente a agentes invasores e neutralização de toxinas.

Foi notado também ação inibidora da inflamação por ação sobre a COX-2 com boqueio de prostaglandinas 2 e pela inibição de células imunes associadas a mecanismos inflamatórios pela liberação de citocinas.

Immunomodulatory Potential of Patchouli Alcohol Isolated
from Pogostemon cablin (Blanco) Benth (Lamiaceae) in
Mice. LINK DO ARTIGO: http://www.ajol.info/index.php/tjpr/article/viewFile/93275/82688

O óleo de patchouli pode ser empregado em difusores ambientais (6-12 gotas) visando aumentar a imunidade, em nebulizadores de máscara (3 gotas) para vasos crônicos de imunidade baixa, ou ainda topicamente diluído em gel ou creme de massagem (45 gotas em 100 gramas de creme ou gel).

DICA DE MISTURA IMUNOESTIMULANTE:

– Patchouli dark Laszlo (35-40% patchoulol, ativador da fagocitose) – 20 gotas
– Pimenta rosa ou breu preto (10% aproximadamente de a-felandreno, ativador da fagocitose) – 20 gotas
– Tea tree (35-40% terpinen-4-ol, recrutador de linfócitos) – 20 gotas
– Em base Aloegel Laszlo 100 gramas

Misturar bem e aplicar em massagens corpo todo ou local.
* Não utilizar em pessoas com doenças auto-imunes como lupus devido ao seu efeito imunoestimulatório.

Teor de patchoulol de acordo com cromatografia dos patchoulis da Laszlo:

Patchouli Dark (extraído em destilador de ferro) – 37%
Patchouli light (extraído em destilador de aço) – 25%
Patchouli extra-light (extraído em destilador de aço) – 39%
Patchouli old (reserva-selecionada envelhecido 5 anos) – 36%

texto por Fabian Laszlo

Estes óleos estão disponíveis em:

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CIPRESTE AZUL – O óleo que faz neurônios crescerem e paralisa a tensão muscular

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“O cipreste azul (Callitris columellaris (sin.: Callitris intratropica)) é um novo óleo essencial que chega na aromaterapia armado de grande potencial terapêutico. Seu maior destaque é a sua capacidade neuroprotetora e indutora do crescimento de axônios em neurônios, útil a quem sofre de doenças associadas com a perda neural (como o Alzheimer, esclerose múltipla, avc, senilidade e outros), e sua potente ação relaxante muscular, que o torna um dos recursos mais eficientes para uso na massagem.” LZ

Indicações terapêuticas:

– Antiinflamatório útil em bursites, artrites e reumatismos +++
– Analgésico útil em tendinites, contusões e distensões musculares +++
– Relaxante muscular útil em torcicolo, tensão e nódulos musculares ++++
– Antialérgico (pele, rinite) ++
– Antifúngico e antimicrobial (bactérias e micoses) +++
– Cicatrizante útil em feridas e queimaduras +++
– Regenerador da pele e rejuvenescedor +++
– Antioxidante +++
– Anticancerígeno e antitumoral +++
– Imunoregulador em doenças auto-imunes como dermatites +++
– Reduz convulsões e frequência de ataques epilépticos
– Possui efeito hipotensor +
– Aumenta a motilidade intestinal melhorando a prisão de ventre ++
– Reduz rugas e linhas de expressão ocasionadas por tensão dos músculos faciais ++++

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O cipreste azul é uma árvore nativa do norte e oeste da Austrália procurada nestas áreas para uso de sua madeira.

Seu óleo essencial difere dos óleos de ciprestes tradicionais, até por que é obtido da madeira e não das folhas. Seu processo de destilação é demorado e pode durar até 48 horas sob temperatura e pressão controladas para não destruir moléculas sensíveis como os azulenos, que dão uma magnífica cor azul a este óleo essencial. Seus principais azulenos são o guaiol e o guaiazuleno, este último possui propriedades anti-oxidantes8, anti-asmáticas5, anti-inflamatórias, anti-piréticas6 e anti-alergênicas7 similares às do camazuleno. Além disso o guaiazuleno se mostrou eficiente no tratamento da dermatite recalcitrante22.

Quando o óleo de cipreste azul é primeiramente extraído, ele possui um teor de guaiol muito alto (26-30%). O guaiol é o componente principal responsável pelo aroma do óleo de pau santo falso (Bulnesia sarmientoi). O óleo com esta porcentagem de guaiol vem a ficar sólido em temperaturas inferiores a 18ºC. Para evitar isso, o guaiol cristalizado é separado do líquido por filtração a vacum para atingir níveis próximo de 11%. O guaiol possui propriedades antioxidantes e antimicrobiais34,35,36.

A madeira e os galhos possuem em torno de 85% de a-pineno. Para reduzir os níveis de a-pineno, na destilaria as primeiras horas das partes destiladas é descartada. Ou, alternativamente a madeira picada é deixada exposta ao ar antes de ser destilada, para parte do a-pineno evaporar para a atmosfera. Este óleo modificado se torna assim uma nota de base tendo um aroma amadeirado doce, balsâmico e herbáceo. É um excelente fixador de perfumes que mistura bem com outras notas amadeiradas, cítricas e aromas “verdes”, caindo muito bem, especialmente em perfumes masculinos. Comercialmente somente se encontra para comprar o óleo sem a-pineno e com teor de guaiol reduzido.

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O cipreste azul contém também em seu óleo certa quantidade eudesmol, conhecido por sua ação antiviral1 em óleos empregados por aromaterapeutas no tratamento de verrugas e herpes. Os isômeros do eudesmol também veem sendo estudados pelo seu poder de inibição de tumores e variados tipos de câncer, seja por uma ação indutora da apoptose (morte celular) ou ação anti-angiogênese9,10,11,12,13,14,15. O guaiazuleno também mostrou ter propriedades anticancerígenas, inclusive mais fortes que as do a-humuleno (presente na sucupira) na inibição proliferativa de células tumorais com ação anti-radicais livres marcante16,17.
Mas o uso mais proeminente do b-eudesmol do óleo de cipreste azul, é no sistema nervoso. Primeiro, foi observado que o b-eudesmol possui a capacidade de induzir o crescimento de neurônios, com aumento da extensão de axônios25,26, sendo uma promissora terapêutica, de acordo com estudos, no tratamento da doença de Alzheimer26 e outras patologias associadas à perda neural.

Além disso, este componente demonstrou ter uma ação antagonista à toxidade letal induzida pelos organofosfatos (tipo de agrotóxicos) pela reversão da falência neuromuscular e redução da ocorrrência de convulsões28,29. Este resultado sugere seu potencial terapêutico no controle dos ataques epilépticos e convulsões.

O isômero a-eudesmol, mostrou ter ação neuroprotetora no AVC reduzindo o tamanho da área infartada27. Devido a reduzir a inflamação neurogênica no sistema trigêmio-vascular30, responsável pela sensibilidade na face e no crânio, o a-eudesmol mostrou-se igualmente eficiente no tratamento de variados tipos de enxaquecas.

Uma planta oriental, a Atractylodes lancea, indicada na medicina tradicional chinesa no alívio de dores musculares, contém como princípio ativo para este fim, o b-eudesmol. Foi descoberto que esta molécula, presente em consideráveis proporções no cipreste azul, é um bloqueador neuromuscular despolarizante que interrompe a transmissão do impulso nervoso na junção neuromuscular ao deprimir a liberação regenerativa de acetilcolina durante estimulação repetitiva, produzindo assim, paralisia dos músculos esqueléticos18,19,20. Além disso, o b-eudesmol mostrou aumentar o efeito da succinilcolina, droga utilizada com função bloqueadora muscular, tendo este efeito sido mais forte em animais diabéticos21.
Ao inibir a contração muscular induzida pelos nervos, o b-eudesmol promove uma ação relaxante muscular muito útil na massagem no alívio e liberação de nódulos de tensão muscular ocasionados por stress ou mecanismos inflamatórios. O cipreste azul por conter boa parcela deste composto, é desta forma um excelente óleo terapêutico para massagens.

Esta sua ação relaxante neuromuscular, ainda permite ao óleo de cipreste azul inibir localmente os nervos de contraírem os músculos faciais devido a um constante estado de tensão em pessoas estressadas, o que com o passar das semanas de uso, reduz as rugas faciais e linhas de expressão.

O b-eudesmol mostrou ter também um efeito inibidor dos receptores de dopamina e seratonina (5-HT) nos intestinos, induzindo assim a um aumento da motilidade intestinal24, mostrando potencial de uso do óleo essencial de cipreste azul no tratamento da prisão de ventre.

Ainda sobre as propriedades do b-eudesmol, este componente ativo do óleo de cipreste azul apresentou ação anti-inflamatória (com inibição da IL6)2,3, ação anti-ulcerogênica3, comprovado poder antifúngico contra micoses de pele31, propriedades hipotensoras32 e hepatoprotetoras33.

Em experiências práticas de aromaterapeutas ao redor do mundo, o cipreste azul tem demonstrado resultados muito satisfatórios no tratamento via inalação de alergias respiratórias (rinites) e de pele e parece ter uma ação imunomoduladora que responde em algumas desordens auto-imunes, como as dermatites.
Aspectos emocionais:

Este óleo atua naqueles que precisam perceber sua individualidade, valorizando-se, trabalhando a aceitação própria e sua força de vontade. Igualmente é um óleo com qualidades aterradoras, que dissolve emoções de pessimismo e agressividade (raiva). O cipreste azul produz um profundo estado de relaxamento, liberando couraças de tensão ao longo de todo o corpo, aliviando assim o estresse. Seda e tranquiliza, favorecendo a introspecção e reflexão.

Usos veterinários:

O óleo de cipreste azul ainda pode ser considerado como tendo potencial inseticida devido aos componentes b-eudesmol4 e guaiol23, contra a mosca doméstica e das frutas, ácaros e outros insetos.

Contra-indicações:

Deve-se evitar seu uso em mulheres grávidas (anti-angiogênico), pessoas com paralisia do diafragma e dificuldade respiratória (devido ao efeito bloqueador muscular do óleo), hipotensos, pessoas que tenham arritmia cardíaca e glaucoma.

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CROMATOGRAFIA CIPRESTE AZUL LASZLO
Constituinte Porcentagem

β –elemeno 1.1
α – guaieno 0.7
β –chamigreno 1.7
β –selineno 3.9
Cis – β –guaieno 0.5
α- selineno 3.6
α-bulneseno 0.9
Guaiazuleno 0.1
Callitrina 1.1
Callitrisina isômero 1 0.9
Callitrisina isômero 2 1.9
Columellarina 0.4
Germacranolídeo isômero 1 0.2
Germacranolídeo isômero 2 0.1
Dihidrocolumellarina 10.3
Camazuleno 0.1
Elemol 1.7
Guaiol 15.2
γ- eudesmol 10.7
β- eudesmol 7.6
Bulnesol 12.7

Textos Fabian Laszlo
Aromatólogo e pesquisador de óleos essenciais

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Copyright©: Este artigo pode ser reproduzido em sites e blogs na internet desde que citado nome do autor e contato.

Referências:

1. Astani A, et al.Screening for antiviral activities of isolated compounds from essential oils. Evid Based Complement Alternat Med. 2011;2011:253643.
2. Seo MJ, et al. The regulatory mechanism of β-eudesmol is through the suppression of caspase-1 activation in mast cell-mediated inflammatory response. Immunopharmacol Immunotoxicol. 2011 Mar;33(1):178-85.
3. Sghaier MB et al. Anti-inflammatory and antiulcerogenic activities of leaf extracts and sesquiterpene from Teucrium ramosissimum (Lamiaceae). Immunopharmacol Immunotoxicol. 2011 Dec;33(4):656-62.
4. Chu SS et al. Insecticidal compounds from the essential oil of Chinese medicinal herb Atractylodes chinensis. Pest Manag Sci. 2011 Oct;67(10):1253-7.
5. BLAZSO S. Further results with chamazulene in the treatment of asthmatic diseases in infancy and childhood. Schweiz Med Wochenschr. 1951 Feb 3;81(5):110-1.
6. Horakova Z. Antipyretic action of chamazulene. Chekh Fiziol. 1952;1(3):195-204.
7. Mitolo Gr.Camazulene in allergic diseases. I. Experimental study on the toxic effects and histamine and serum shock in guinea pigs. Minerva Pediatr. 1954 Nov 30;6(22):918-22.
8. Dovolou E et al. Effects of guaiazulene on in vitro bovine embryo production and on mRNA transcripts related to embryo quality. Reprod Domest Anim. 2011 Oct;46(5):862-9.
9. Bomfim DS, et al. Eudesmol isomers induce caspase-mediated apoptosis in human hepatocellular carcinoma HepG2 cells. Basic Clin Pharmacol Toxicol. 2013 Nov;113(5):300-6.
10. Li Y, et al. β-Eudesmol induces JNK-dependent apoptosis through the mitochondrial pathway in HL60 cells. Phytother Res. 2013 Mar;27(3):338-43.
11. Yang H, et al. Cytotoxic terpenoids from Juglans sinensis leaves and twigs. Bioorg Med Chem Lett. 2012 Mar 1;22(5):2079-83.
12. Ma EL, et al. Beta-eudesmol suppresses tumour growth through inhibition of tumour neovascularisation and tumour cell proliferation. J Asian Nat Prod Res. 2008 Jan-Feb;10(1-2):159-67
13. Tsuneki H, et al. Antiangiogenic activity of beta-eudesmol in vitro and in vivo. Eur J Pharmacol. 2005 Apr 11;512(2-3):105-15.
14. Ben Sghaier M et al. Flavonoids and sesquiterpenes from Tecurium ramosissimum promote antiproliferation of human cancer cells and enhance antioxidant activity: a structure-activity relationship study. Environ Toxicol Pharmacol. 2011 Nov;32(3):336-48.
15. Britto AC et al. In vitro and in vivo antitumor effects of the essential oil from the leaves of Guatteria friesiana. Planta Med. 2012 Mar;78(5):409-14.
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21. Kimura M, et al. Structural components of beta-eudesmol essential for its potentiating effect on succinylcholine-induced neuromuscular blockade in mice. Biol Pharm Bull. 1994 Sep;17(9):1232-40.
22. J Matern Fetal Neonatal Med. 2013 Jan;26(2):197-200.
Guaiazulene: a new treatment option for recalcitrant diaper dermatitis in NICU patients.
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26. Obara Y. Development of anti-dementia drugs related to neurotrophic factors. Yakugaku Zasshi. 2006 Sep;126(9):747-55.
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28. Chiou LC et al. beta-Eudesmol as an antidote for intoxication from organophosphorus anticholinesterase agents. Eur J Pharmacol. 1995 Jan 13;292(2):151-6.
29. Chiou LC, et al. Chinese herb constituent beta-eudesmol alleviated the electroshock seizures in mice and electrographic seizures in rat hippocampal slices. Neurosci Lett. 1997 Aug 15;231(3):171-4.
30. Asakura K et al. alpha-eudesmol, a P/Q-type Ca(2+) channel blocker, inhibits neurogenic vasodilation and extravasation following electrical stimulation of trigeminal ganglion. Brain Res. 2000 Aug 4;873(1):94-101.
31. Aguilar-Guadarrama B, et al. Active compounds against tinea pedis dermatophytes from Ageratina pichinchensis var. bustamenta. Nat Prod Res. 2009;23(16):1559-65.
32. Arora CK, et al. Hypotensive activity of beta-eudesmol and some related sesquiterpenes. Indian J Med Res. 1967 May;55(5):463-72.
33. Kiso Y, et al. Antihepatotoxic principles of Atractylodes rhizomes. J Nat Prod. 1983 Sep-Oct;46(5):651-4.
34. Processes for obtaining (-)-guaiol and the use thereof US 7071366 B2 http://www.google.com/patents/US7071366 (visitado em outubro de 2014)
35. D. P. Grettie. Gum guaiac—A new anti-oxidant for oils and fats. July 1933, Volume 10, Issue 7, pp 126-127
36. Choudhary, Muhammad Iqbal et al. Microbial Transformation of (−)-Guaiol and Antibacterial Activity of Its Transformed Products. J. Nat. Prod., 2007, 70 (5), pp 849–852

      

EFEITO DO USO DA HOMEOPATIA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA

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reblogando texto de Fabian Laszlo

Este interessante artigo médico aborda os resultados positivos do uso de homeopatia no reequilíbrio comportamental de jovens com tendência a comportamentos de risco e violência em uma região da periferia de São Paulo. Leia o material completo em:

http://www.feg.unesp.br/~ojs/index.php/ijhdr/article/viewFile/31/24 

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A Química e o Dicionário Anônimo de Botânica

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http://www.mast.br/multimidias/botanica/frontend_html/
O dicionário de Botânica, que ora o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) torna público, tem uma trajetória interessante no que diz respeito à figura do autor. Trata-se de um manuscrito que ficou guardado por, talvez, mais de um século, em caixas do arquivo do Imperador Pedro II e, mesmo depois da criação do Arquivo do Museu Imperial, em Petrópolis, RJ, sua função de documento histórico, passível de ser guardado, foi questionada. Não tinha autoria. Como poderia ganhar valor histórico?

Durante a realização de uma pesquisa naquele arquivo de Petrópolis, o documento foi mostrado à historiadora da ciência Nadja Paraense dos Santos, solicitando-lhe um parecer sobre sua possível importância para a história, uma vez que ela era especialista em história da química e os verbetes do dicionário traziam muitas informações sobre a composição química das plantas. Nadja então copiou os manuscritos e dividiu a questão com Heloisa Maria Bertol Domingues, no MAST, pois havia ficado impressionada com a riqueza de informações científicas, sobre botânica e principalmente sobre química, que o documento continha. De fato, concluiu-se que o anonimato do documento, de 1600 páginas manuscritas – mais de 2000 mil classificações de plantas –, não anulava sua importância para a história da botânica e da relação entre a botânica e a química, prática que caracterizava a botânica, desde o século XVIII, pelo menos. A parceria foi formalizada e, pelo Programa de Capacitação Institucional, do MCTI, foi possível engajar Elaine Andrade Lopes no projeto. Dedicada, ela iniciou a transcrição do longo manuscrito e, hoje, depois de alguns anos de árduo trabalho, foi possível divulgar uma parte dele, enriquecido de imagens, coletadas on-line, com o auxílio de Ana Cristina Santos Matos Rocha e pela revisão meticulosa de Sandra Parracho Sant’Anna. A parte publicada diz respeito à relação química e botânica; uma das originalidades desse dicionário. Outra originalidade dele é a ênfase nos usos populares, na diferenciação étnica desses usos, apresentando o contato próximo dos conhecimentos tradicionais e científicos.

Diante do anonimato do dicionário, procedeu-se a intensa pesquisa das publicações botânicas do século XIX, de um lado, tentando saber se este estava publicado e, de outro, fazendo analogias de linguagem, na busca do autor. Quem foi o autor? Ou, quem foram os autores desse dicionário? Concordando com o que diz Roger Chartier, no livro, Autoria e história cultural da ciência (Rio, Azougue, 2012), sobre a “função autor”, concluiu-se que o anonimato do documento, é questão relativa. Baseado em Michel Foucault, Chartier afirma que a atribuição de um nome próprio a uma obra não é nem universal, nem constante. Dessa forma, a função de um autor, diz ele, é caracterizar a existência, a circulação e o funcionamento de certos discursos na sociedade. Assim, de um lado, “a coerência do discurso pode referir-se a vários indivíduos que competem e cooperam entre si. Por outro lado, a pluralidade das vozes e das posições do autor no mesmo texto é remetida de volta a um único criador. Neste sentido, a “função autor” está fundamentalmente separada da realidade fenomenológica e da experiência do escritor como indivíduo.” Desse modo, não seria um nome próprio, mas sim, a “função autor” que poderia conferir valor de existência histórica a esse dicionário.

Publicar, nesse multimídia, uma quarta parte do documento original, relativa aos verbetes que trazem referências à análise química ou às propriedades dos compostos, significa portanto dar existência a um dicionário que estava fadado ao esquecimento, mas que, no entanto, mostrou-se instrumento poderoso para interpretar um momento da história científica, ambiental e cultural, do Brasil.

O dicionário compõe-se de espécies de plantas agrícolas nativas ou aclimatadas no Brasil, apresentadas, em ordem alfabética. Na classificação, as mais de 2000 plantas estão, metodologicamente, divididas em itens que contém as seguintes informações: Sinonímia (nomes vulgares e nomenclatura científica); História Natural (descrição da planta); Propriedades (alimentícias, medicinais ou ornamentais) e Análise química, porém esta última não aparece em todas as espécies.

O manuscrito traz algumas marcas que evidenciam um trabalho inacabado. Por exemplo, no início de cada letra, há uma lista das plantas correspondente a ela, porém, esta lista não se mantinha na classificação; havia acréscimos de umas e supressão de outras; nem todas as espécies apresentavam o item Análise química, cf. dito acima, no entanto, em muitas há um espaço em branco que, aparentemente, seria completado posteriormente; e ainda, na letra “H” consta uma nota dizendo que “o Tomo I da obra será composto de introdução e pelas letras A, B, C, D, E, F, G, H, e I”, porém o manuscrito não conta com a introdução, nem com a letra “D” e nem com a letra “K” que pertenceria ao tomo II.

Diversas são as possibilidades de análise que oferece o dicionário. Ele permite a construção de um mapa fitogeográfico do Brasil, uma vez que juntamente à descrição das espécies, encontra-se a situação geográfica das mesmas. Traz pistas das redes das relações científicas que se formam através das inúmeras citações de nomes de botânicos, de químicos, farmacêuticos, práticos, médicos, cientistas, e das publicações científicas especializadas, tais como livros, teses, “memórias”, artigos em revistas etc., através das quais foi possível, também, situar temporalmente o documento, pois embora a sua preparação devesse ter levado muito tempo, a última referência à data é o ano de 1865, deduzindo-se que pouco depois desse ano o trabalho encerrou-se.

Duas características do conteúdo do dicionário permitem afirmar que esta foi uma obra de divulgação científica, com a intenção clara de atingir um público geral. Primeiro foi o fato de ter sido integralmente escrito em português, quando, nas publicações científicas de classificação e divulgação botânica, a língua utilizada ainda era o latim. Em segundo lugar, as plantas eram apresentadas por seus nomes vulgares, da linguagem popular; a nomenclatura científica aparecia como um item da descrição. Há ainda evidências de característica étnica das plantas, pois, em não poucos verbetes, os usos são especificados conforme seu preparo pelas diferentes culturas que compõem a sociedade brasileira.

Nesta época, em trabalho de divulgação científica desse porte, os desenhos botânicos eram importantes para a apreensão mais global das espécies, porém, não há imagens que acompanham os verbetes. Sendo assim, optou-se por fazer um levantamento iconográfico, procedendo a busca em documentos de um período, o mais próximo possível do estimado para o dicionário. As imagens foram pesquisadas on-line, junto a instituições que disponibilizam material de domínio público; em especial, web sites de botânica.

Este dicionário é importante para a história social/cultural das ciências no Brasil e mereceu ser divulgado, também, pelas características da vulgarização científica. As espécies foram apresentadas a partir de suas origens, geográficas, étnicas e por seus usos populares, em um momento em que o objetivo da economia nacional era explorar cientificamente a natureza, valorizando a agricultura através da diversificação da produção, tanto de alimentos quanto de fármacos. Traz informações polifônicas sobre relações científicas, tanto no que tange a instituições, produtores de ciências e de saberes tradicionais, quanto ao que tange às formas de produção e de socialização do conhecimento. Fundamentalmente, permite vislumbrar, através de toda a gama de indícios que apresenta, um momento histórico particular do desenvolvimento das ciências botânica e química, no Brasil, do século XIX. Nele, o nome próprio foi transcendido pelos múltiplos nomes das plantas e seus usos e pelos autores que lhes deram condições de existência.

Elaine Andrade Lopes
Heloisa Maria Bertol Domingues
Nadja Paraense dos Santos

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