TRATE COLESTEROL, ATEROESCLEROSE E FÍGADO GORDUROSO COM ÓLEO ESSENCIAL DE LIMÃO E DE CÍTRICOS

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Textos: Fabian Laszlo

Estudos sugerem que o limoneno dos óleos essenciais cítricos, quando utilizado como suplemento alimentar, pode contribuir na melhora da esteatose hepática (fígado gorduroso)1,5, combater a obesidade1, abaixar o colesterol e triglicérides elevados1,8,9,10,11, controlar a hiperglicemia1, além de prevenir a oxidação do colesterol tratando da ateroesclerose2,3,8.

O limoneno age inibindo moderadamente no fígado a enzima HMG-CoA redutase que participa da síntese do colesterol1,8. Ao inibir a HMG-CoA ele bloqueia a conversão do latosterol em colesterol11. Medicamentos chamados de estatinas também agem abaixando o colesterol pela inibição da HMG-CoA.

Contudo, o limoneno não desencadeia em quem o usa os efeitos colaterais das estatinas por não inibir fortemente a HMG-CoA (1% na dieta reduz 55% da sua atividade10). Fora isso, ele age estimulando enzimas antioxidantes (GPx) que protegem os neurônios13,14,15 dos efeitos colaterais das estatinas16. O limoneno consegue ter seu efeito final no controle lipídico através de outras vias complementares, como a ativação de re-ceptores PPARa e inibição do receptor X do fígado (LXR)-ß, ações que agem aumentando o bom colesterol HDL e abaixando o ruim LDL1. A inibição do LXR-b também interfere diminuindo o acúmulo de gordura no fígado, previne a ateroesclerose, reduz da liberação de mediadores de inflamação, melhora a tolerância para a glicose, além de suprimir a proliferação de variados tipos de câncer4, o que explica o potencial uso de óleos cítricos no tratamento de todas estas doenças7.

No caso específico da ateroesclerose, o componente mais ativo na inibição da oxidação do colesterol foi o g-terpineno, molécula esta que somente encontramos em quantidades terapeuticamente eficazes (7-10%) no óleo de limão e lima2,3.

Constam informações errôneas em livros de aromaterapia de que óleos cítricos sejam prejudiciais aos rins. Este mito foi destruído por estudos científicos6,7 que provaram serem os óleos cítricos (ricos em limoneno) muito seguros e não tóxicos para ingestão humana por período prolongado7.

A seguir são citados dois relatos populares sobre o uso de óleos cítricos como suplemento alimentar e seu efeito no colesterol. O interessante é que no relato 1, a pessoa utilizou uma dose muito pequena, abaixo da usualmente empregada, tendo notado, ainda assim, resultados muito positivos. É importante citar que tais recursos (OE cítricos) já vem sendo empregados há décadas por médicos franceses no tratamento destas condições com sucesso12 e são recursos fitoterapeuticos econômicos passíveis de implementação no SUS.
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Relato 1 – Celia Regina Kodama (2013)

Farei o relato do benefício do uso do óleo de limão siciliano. Há pelo menos 3 anos, estava sofrendo de gordura no fígado, digo sofrendo porque não obtive tratamento que conseguisse fazer “sumir” a gordura, existe a melhoria, mas com aparecimento de outras doenças. Tomei diversos medicamentos, muitas restrições alimentares, muita caminhada e exercícios. Tinha deixado o tratamento da gordura no fígado para tratar de uma queda na imunidade, comecei a ter infecção urinária, resfriados e gripes constantes mesmo vacinada, entre outras. Durante o tratamento para melhorar a imunidade, tive alteração no colesterol e triglicérides (altos) e até glicose na urina não estava conseguindo controlar, ficavam cada vez mais altos mesmo só testando os medicamentos. Em março/ 2013 comecei a tomar o óleo de limão 1 gota apenas à noite com chá de camomila/erva-doce até maio/2013.
Em julho/2013 resolvi fazer um check up geral (ecocardiograma, holter 24 hs, ultrassonografias, mamografias, exame de sangue e urina), enfim uma surpresa para o médico. O colesterol e triglicérides haviam baixado chegando quase a níveis normais, sem glicose na urina e na ultrassonografia do fígado pela 1ª vez “SEM GORDURA” – INACREDITÁVEL!!!
Contei ao médico que tinha tomado o óleo de limão, ele disse que acreditava no benefício do limão porque já teve pacientes que passaram a tomar o suco de limão de manhã em jejum e tiveram resultados positivos.
Sandra, ganhei em tudo com o benefício do óleo de limão. Espero contribuir com o meu relato para as pessoas que sofrem com os males do fígado, principalmente. Abraços.

Célia foi acompanhada pela aromaterapeuta Sandra C. Silva do espaço Atmam (atmam@terra.com.br – www.atmam.com – tel: 011 5572-2660 / 5081-5681)

Relato 2 – Milton Moreira (2006)

Meu pai, Sr. Milton Moreira, residente na cidade de Coronel Fabriciano, vinha tendo um problema cardíaco que iniciou-se a aproximadamente 4 anos atrás e que teria se agravando nos últimos tempos, culminando em dois enfartos. Além disso, por fumar muito, também teve enfisema pulmonar. Com isso, passamos uma fase muito difícil, pois nossa vida era uma verdadeira maratona em hospitais.
Seu coração e pulmões ficaram muito inchados e um comprimia o outro causando fortes dores no peito, falta de ar e intenso cansaço. Meu pai sempre foi uma pessoa muito ativa pois era garimpeiro e este problema lhe começou a limitar muito. Fez acompanhamento e vários exames médicos, o diagnóstico foi de aterosclerose com forte entupimento das veias: seu coração só tinha 20% de capacidade de funcionamento. Ele foi orientado pelos médicos a ter um ritmo de vida restrito, além de ter sido descartada a possibilidade de qualquer tipo de cirurgia dada a gravidade do problema. Nem o cateterismo pôde fazer e teve um desmaio no exame de resistência na esteira do hospital.
Comecei a fazer um curso de aromaterapia onde ouvi o professor falar das maravilhas que o óleo de limão fazia para o sistema circulatório. Então levei um vidro e dei para o meu pai usar. Com cerca de 10 dias de uso começou a ter melhoras visíveis em seu estado físico. Primeiro o seu cansaço começou a desaparecer, seguidamente foram embora as dores no peito. Seu coração e pulmões desincharam, o que foi avaliado por um médico do Hospital Siderúrgica em Coronel Fabriciano. Clinicamente sua melhora não tinha uma resposta por parte dos médicos, pois num estado tão agravado melhorar tão bruscamente seria impossível. Além disso, os medicamentos alopáticos que já vinha fazendo uso desde o início do problema (há 4 anos atrás) não apresentaram resultados satisfatórios em todo este tempo e o quadro só ia piorando.
Meu pai usou uma dosagem do OE de limão nos três primeiros meses de 5 gotas 3x ao dia numa colher de sopa de água. Depois diminuiu a dose para 3 gotas 3 vezes ao dia nos meses seguintes. Ao final dos três primeiros meses, a maioria de suas artérias tinham sido desobstruídas pelo efeito solvente do limão. Coisas que meu pai nem sonhava fazer, como andar a cavalo ou fazer ginástica, voltaram novamente a fazer parte de seu ritmo de vida. Hoje, já faz quase um ano que meu pai começou a usar o óleo. Ficou tão feliz com a melhora, considerada impossível pelos médicos, que passou a indicar para várias pessoas em sua cidade o óleo essencial de limão. Estas pessoas que tem feito o uso, com doenças as mais variadas como gastrite, problemas cardíacos e circulatórios, cansaço e outros, também tem conseguido excelentes resultados. Meu pai acabou virando divulgador do óleo essencial de limão, que conseguiu fazer milagres em sua vida.

Landy é filha do Sr. Milton, aromaterapeuta e possui uma loja de produtos naturais na Feira dos Produtores de BH/MG (Av. Cristiano Machado, 1896 box 31 – Bairro Cidade Nova)

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 Referências: 1. Jing L, et al.Preventive and ameliorating effects of citrus d-limonene on dyslipidemia and hyperglycemia in mice with high-fat diet-induced obesity. Eur J Pharmacol. 2013 Sep 5;715(1-3):46-55. / 2. Takahashi Y et al. Antioxidative effect of citrus essential oil components on human low-density lipoprotein in vitro. Biosci Biotechnol Biochem. 2003 Jan;67(1):195-7. / 3. Grassmann J, et al.Antioxidative effects of lemon oil and its components on copper induced oxidation of low density lipoprotein. Arzneimittelforschung. 2001 Oct;51(10):799-805. / 4. Referências científicas em http://en.wikipedia.org/wiki/Liver_X_receptor (vistado em 10/01/2013) / 5. Ariyoshi T, et al. Studies on the metabolism of d-Limonene (p-Mentha-1,8-diene). III. Effects of d-Limonene on the lipids and drug-metabolizing enzymes in rat livers. Xenobiotica. 1975 Jan;5(1):33-8. / 6. Webb DR, et al.Assessment of the subchronic oral toxicity of d-limonene in dogs. Food Chem Toxicol. 1990 Oct;28(10):669-75. / 7. Sun J. D-Limonene: safety and clinical applications. Altern Med Rev. 2007 Sep;12(3):259-64. / 8. Ahmad S, Beg ZH. Hypolipidemic and antioxidant activities of thymoquinone and limonene in atherogenic suspension fed rats. Food Chem. 2013 Jun 1;138(2-3):1116-24. / 9. Costa CA, et al.Citrus aurantium L. essential oil exhibits anxiolytic-like activity mediated by 5-HT(1A)-receptors and reduces cholesterol after repeated oral treatment. BMC Complement Altern Med. 2013 Feb 23;13:42. / 10. Qureshi, A.A., et al. Inhibition of hepatic mevalonate biosynthesis by the monoterpene, d-limonene. J. Agri. Food Chem. 1988, 36: 1220-1224. / 11. Clegg, R. J., et al. Inhibition of hepatic cholesterol synthesis and S-3-hydroxy-3-methylglutaryl-CoA reductase by mono and bicyclic monoterpenes administered in vivo. Biochem Pharmacol. 1980 Aug 1;29(15):2125-7. / 12. Duraffourd e Lapraz.Traité de phytothérapie clinique. Editions Masson (June 27, 2002) / 13. Shinomiya M, et al. Neurite outgrowth of PC12 mutant cells induced by orange oil and d-limonene via the p38 MAPK pathway. Acta Med Okayama. 2012;66(2):111-8. / 14. Corasaniti MT, et al. Cell signaling pathways in the mechanisms of neuroprotection afforded by bergamot essential oil against NMDA-induced cell death in vitro. Br J Pharmacol. 2007 Jun;151(4):518-29. / 15. Campêlo LM, et al. Antioxidant activity of Citrus limon essential oil in mouse hippocampus. Pharm Biol. 2011 Jul;49(7):709-15. / 16. R. Kraft, A. Kahn, et al. A cell-based fascin bioassay identifies compounds with potential anti-metastasis or cognition-enhancing functions. Disease Models & Mechanisms, 2012; 6 (1): 217
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ÓLEO ESSENCIAL DE CAMARÁ, BOM PARA SONHOS

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ÓLEO ESSENCIAL DE CAMARÁ, BOM PARA SONHOS – Óleo essencial já disponível na PRIA

Resolvi escrever para contar uma experiência bem diferente que meu marido e eu estamos tendo com o OE de camará (L. camara).

Descobrimos há um tempo que os pernilongos detestam o cheiro de tea tree (M. alternifolia), e colocar de 10 a 12 gotas no difusor de tomada nos garante uma noite tranquila. Semana passada faltou o tea tree e resolvi usar o óleo de camará (por pura falta de outro, intuição, sei lá).

Na primeira noite, tivemos sonhos bem interessantes, onde estávamos em grupos de estudo ou trabalho, e acordei com o coração em êxtase, foi a melhor sensação! Ficamos um tempão contando os sonhos, que vieram com bastante detalhes. Neste dia o clima em casa ficou melhor que o usual, reparei uma predisposição de ambos para fazer coisas juntos, conversa suave e mais união.

E o que poderia ter sido apenas uma boa noite de sono se repetiu no dia seguinte, e no outro também!! Sonhos nítidos, sempre em grupos, sensação boa de aprendizado, de reencontro, conexões! Acordamos e lá se vão vários minutos na cama relatando o que aconteceu. Reparei que a saudade um do outro se acentuou durante o dia e ficamos com vontade de estar logo em casa.

Lá pelo quinto dia chegamos à conclusão de que o óleo devia estar causando isso, até porque anteontem consegui o tea tree e a noite foi bem diferente. Ontem mesmo já voltamos com o camará e estamos achando tudo isso um barato! Se alguém quiser tentar, depois compartilha, tá?
Ah, e claro, preciso dizer que o quarto fica com um cheiro exótico, mas logo o olfato se acostuma! E vale a pena!
E quanto aos pernilongos…. bom, tivemos que matar um ou outro… o tea tree ainda é o vencedor!

Grata,

C.M. – Outubro/2013

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Esta é uma planta que nasce espontaneamente em zonas geopáticas (áreas de intensa radiação geomagnética). Geralmente plantas que sobrevivem nestes locais sofridos do planeta, possuem uma potente força vital de reparação celular, que se manifesta em seu óleo essencial. O camará possui folhas ásperas e secas, com intuito de defesa, retenção hídrica e proteção. Ao mesmo tempo, conquista e seduz abelhas com suas lindas e românticas flores multicoloridas e perfumadas. Possui o poder de domínio em grupo, pois onde cresce tende a se sobrepor a outras plantas, ampliando-se grupalmente sobre toda a área.

É um óleo que associa propriedades úteis em cólicas, dores e inflamações1-7. É um potente regenerador celular, cicatrizante (queimaduras e cortes)5 e rejuvenescedor quando empregado em cosméticos.

Como nos florais de Minas, onde é chamado de “Lantana”, a energia do camará de expansão grupal pode ser aproveitada diluíndo (1-2%) do óleo em álcool borrifando-o sobre o local. Na oligoaromaterapia ele também pode ser empregado visando os mesmos efeitos no campo sutil. Uma boa dica é associar no borrifador ylang ylang, tangerina e camará, o que cria um perfeito sinergismo para a harmonia de grupos, trabalhando motivação, alegria, o pensar no outro, abertura, vontade de crescimento e flexibilidade. Sobre o camará temos: “Apropriado para a harmonização de grupos humanos reunidos em assembléias, congressos, locais de trabalho, escolas, hospitais, casas de detenção, creches, asilos, retiros, meditações, viagens, festas, simpósios e quadras de diversão em geral; para as situações que exigem a necessidade de equilíbrio entre as manifestações individual e coletiva, entre o saber ouvir e saber falar, ou quando o propósito grupal necessita de elevação em seu padrão vibratório. Ajuda a pessoa a captar em maior profundidade a psique do outro, criando assim um plano de maior entendimento mútuo.”

O compostos majoritários do óleo, possuem as propriedades:
beta-pineno + Sabineno 25% (solventes e úteis na drenagem linfática e problemas circulatórios)
1,8 cineol 8% (levemente expectorante)
beta cariofileno 14% (antiinflamatório, analgésico e cicatrizante)
alfa-humuleno 6% (antiinflamatório e cicatrizante – princípio ativo que na erva-balleira está em 2%!)
biciclogermacreno 2% (composto raro, citado pelo Dr. Penoel, médico frânces, como uma substância que inalada ajuda a harmonizar os hemisférios cerebrais)
(+)-Davanona 10% (antiespasmodico e antifúngico)

O camará é uma planta tóxica na fitoterapia, devido à presença de triterpenóides (lantadenos) que contudo não são destiláveis (por conterem mais de 20 carbonos) e não existem no óleo essencial, o que torna-o um produto seguro.

Textos: Fabian Laszlo

Estoque limitado, reserve o seu.

COMPOSIÇÃO (óleo essencial Lantana camara Laszlo – origem: Madagascar):

alfa-tuieno………………………..0.462411141
alfa-pinene…………………………6.779671917
canfeno…………………………….2.527290189
beta-pineno + Sabineno………………..25.0486508
beta-mirceno…………………………1.796479073
delta-3-careno……………………….0.62276512
alfa-terpineno………………………3.878508279
Limoneno…………………………….0.853863502
1,8 cineol………………………….8.962243927
Cis-beta-ocimeno……………………..0.196583688
gamma-terpineno………………………0.477417529
terpinoleno………………………….0.380733512
linalol……………………………..3.008566504
terpinen-4-ol……………………..0.524794841
alfa-terpineol………………………0.772185873
alfa-copaeno………………………..0.410103158
beta-selineno………………………..1.323134706
beta cariofileno……………………14.44815078
aromadendreno………………………..1.127837279
alfa-humuleno……………………….6.63689685
germacreno-D…………………………1.651560236
biciclogermacreno…………………….2.073025374
(+)-Davanona…………………………10.13938791

Referências:

1. Morrison KC, Litz JP, Scherpelz KP, Dossa PD, Vosburg DA. A concise, biomimetic total synthesis of (+)-davanone. Org Lett. 2009 May 21;11(10):2217-8.
2. Basile, A. C., et al. “Anti-inflammatory activity of oleoresin from Brazilian Copaifera.” J. Ethnopharmacol. 1988; 22: 101–9.
3. Tambe Y, Tsujiuchi H, Honda G, Ikeshiro Y, Tanaka S.,”Gastric cytoprotection of the non-steroidal anti-inflammatory sesquiterpene, beta-caryophyllene”. Planta Med. (1996), 62(5), 469-70.
4. Gomes NM, Rezende CM, Fontes SP, Matheus ME, Fernandes PD. Antinociceptive activity of Amazonian Copaiba oils. J Ethnopharmacol. 2007 Feb 12;109(3):486-92. Epub 2006 Aug 26.
5. Paiva LA, de Alencar Cunha KM, Santos FA, Gramosa NV, Silveira ER, Rao VS. Investigation on the wound healing activity of oleo-resin from Copaifera langsdorffi in rats.Phytother Res. 2002 Dec;16(8):737-9.
6. Roldão Ede F, Witaicenis A, Seito LN, Hiruma-Lima CA, Di Stasi LC. Evaluation of the antiulcerogenic and analgesic activities of Cordia verbenacea DC. (Boraginaceae). J Ethnopharmacol. 2008 Sep 2;119(1):94-8. Epub 2008 Jun 6.
7. Fernandes ES, Passos GF, Medeiros R, da Cunha FM, Ferreira J, Campos MM, Pianowski LF, Calixto JB. Anti-inflammatory effects of compounds alpha-humulene and (-)-trans-caryophyllene isolated from the essential oil of Cordia verbenacea. Eur J Pharmacol. 2007 Aug 27;569(3):228-36. Epub 2007 May 22.

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Médico de Florianópolis receita plantas medicinais para curar doenças

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Folhas de hortelã, alecrim, couve são distribuídas gratuitamente na unidade de saúde

Alecrim para curar depressão, manjericão para uma boa digestão, hortelã para desobstruir o nariz e matar os vermes, babosa para melhorar a pele e lavanda para relaxar. Estes são alguns dos “remédios” receitados para quem passa por uma consulta com o doutor Murilo Leandro Marcos, 30 anos, médico da família no Centro de Saúde da Lagoa da Conceição, em Florianópolis.

Já na recepção os pacientes têm a disposição um vaso cheio de ervas, folhas e frutas que tem o poder de curar e prevenir doenças. Grande parte é plantado e colhido no jardim da unidade, um trabalho conjunto realizado entre o médico, funcionários do posto e a comunidade local, que existe há cerca de três anos, mas voltou com força total em 2014. Na plantação é possível encontrar couve, beterraba, hortelã, alecrim e outras plantas e flores. As folhas que caem de uma árvore próxima são aproveitadas para manter a terra úmida.

O consultório do médico meio hippie — diz brincando — tem paredes lilás, plantinhas, mel, mandala na parede e um ouvido aberto para escutar as dores do corpo e da alma de cada paciente. A medicina praticada por doutor Murilo na unidade desde 2011 é centrada nas pessoas:

— Cada caso é avaliado individualmente, vejo todo o contexto, a família, o local onde vive. Com isso busco um equilibro entre a medicina tradicional e a moderna, e a cultura do bairro aceita muito bem. Os remédios tradicionais têm muitos efeitos colaterais, e as pessoas já viram que um chá pode ser muito potente — explica.

As práticas integrativas desenvolvidas na unidade são todas regularizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do médico e da equipe é transformar o posto em exemplo para todo o Brasil:

— Os moradores podem fazer acupuntura e outras terapias alternativas, participar de grupos de gestantes, fumantes, e isso envolve toda a comunidade. Futuramente queremos construir uma tenda de integração no espaço que temos no jardim, e a associação de moradores já avisou que vai contribuir — conta.

Médico artista já foi premiado

Foi quando se mudou para a cidade Santa Rosa de Lima, no interior do Estado, que Murilo descobriu seu papel como médico da família. A experiência rendeu tanto, que o médico, que também é ligado a música e artes, fez um conto em literatura de cordel e ganhou o primeiro lugar no Concurso de Contos do 11º Congresso de Medicina de Família e Comunidade, realizado em Brasília no ano de 2011.

Nos versos o jovem doutor narra todos os desafios enfrentados para ao poucos conseguir introduzir um sistema mais humanizado na cidade com forte cultura alemã.

Veja o conto:

Da ilha da Magia no litoral, de um universo multicolorido e pluricultural
Pras terras de água clara e gelada
Logo que na serra chegou, o doutor encontrou muita barreira
Tinha médico conservador e prevenção era besteira
A população desconfiava, pouca gente acreditava
Que era o doutor, pessoa matreira
A palavra do doutor meio hippie era sempre duvidosa
Além das coisas natureba
Pra ferida tinha babosa
Pra dormir chá de pitanga
Se era sossego, usava lavanda
Pra desestressar caipira nervosa
Anunciavam que não era médico pois só receitava chá
Tinham outros que diziam ser nutricionista
Já que orientava um bom alimentar
Tinha ainda quem dizia:
“Esse médico é uma porcaria, pois para dor manda caminhar”
No começo pensava acochichado
Como é que faria pro trem acontecer
Praquele povo durinho e travado
Descobrir a beleza do povo se mexer
Iniciou então um grupo de caminhada
E a população que se dizia cansada
Se deliciava com o corpo amolecer
O doutor se aprochegava
Devagarinho com um papo diferente
Dizendo que remédio não era alimento
E caminhada era bom pra mente
Segui firme na intenção
De diminuir o tamanha da prescrição
Dos tarjas-preta que deixam demente
Havia na cidade um parque de água quentinha
Pouco usado depois de janeiro Já o busão da estudantada
Ficava parado o período de aula inteiro
Veio então a ideia do doutor
De buscar todinha a gente do interior
Pra na água sarar da dor e dos anseios
A hidroginástica fez sucesso e o povo não quer mais parar
Em cada aula são mais de 50
É muita gente a se exercitar
Além do esforço tem a recompensa, de se livrar de um montinho de doença
Que a água termal ajuda a tratar
A mudança vem surgindo com a promoção da saúde
Corpo e mente andam juntos, com autonomia e atitude
Mais vida pra se viver
Mais qualidade no envelhecer
Tendo a experiência como virtude
A cura não é só do corpo, é da mente e da emoção
A água que leva as mágoas
Lava o orgulho e limpa o coração
Assim surgiu o grupo de ioga
Deixando muita gente boba Por bem dormir, sem dia-ze pão
A população não acha mais que prevenção é só vacina
Muito menos se entupir de remédio
Ou fazer check-up mensal de rotina
É se dispor ao mutuo cuidado
Equilíbrio solidário lado a lado
Homem mulher, menino e menina
Não se pode esquecer
No trilhar dessa andança
Do empenho da gestora fundamental nessa mudança
A equipe bem unida, se posta em defesa em defesa
Consolidando o SUS com esperança  

Matéria retirada do site do Diário Catarinense. – http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2014/08/medico-de-florianopolis-receita-plantas-medicinais-para-curar-doencas-4565515.html

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Pólen de Abelha Combate o Envelhecimento e Ajuda a Recuperar Energias

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O alimento das abelhas tem proteínas e vitaminas que aumentam a nossa energia. É o chamado pólen apícola.

Edésio Santos é professor de educação física. Ele corre o tempo todo e, nas horas de folga, pratica exercício. De onde vem tanta energia? “Há 15 anos, eu acordo de manhã e a primeira coisa que eu faço é comer o meu pólen”, revela.

Ainda em jejum, Edésio come uma colher de pólen puro, um poderoso suplemento alimentar. “Antes de tomar o pólen, parecia que as coisas eram mais pesadas. Eu até desempenhava bem os meus papeis, só que fazia como se fosse um fardo. Hoje, eu faço muito mais coisas do que eu fazia e as coisas são mais leves”, afirma o professor.

Mas que alimento é esse? É comida de abelha e se chama pólen apícola. “O pólen é a principal fonte proteica da abelha. O néctar é a fonte de carboidratos, o pólen é a fonte de proteínas, minerais e lipídeos. Sem ele, o enxame não se desenvolve. Em poucos dias, três, quatro dias, ele pode definhar e morrer”, explica Lídia Barreto, do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.

Depois de pousar de flor em flor e retirar o pólen, as abelhas voltam para a colmeia carregadas. Cada bolota, como dizem os especialistas, ou bolinha amarela presa à pata é o mais puro pólen.

A cada voo que uma abelha faz, ela volta à colmeia com duas bolotas de pólen. E elas são incansáveis, chegam a fazer 80 voos por dia. Quer dizer que cada abelha produz 160 bolotas de pólen.

Para coletar o pólen, os apicultores usam uma espécie de tela na entrada da colmeia. Os furos são tão estreitos que, para passar, as abelhas são obrigadas a derrubar os grãozinhos do lado de fora.

Mas nem todo pólen é coletado. Como a tela também tem furos maiores, dois terços da comida extraída das flores vão para dentro da colméia e se transformam no pão das abelhas. O pólen é mais uma evidência de que o que é bom para as abelhas, é excelente para a gente também.

O pólen no nosso meio é conhecido como bifinho verde. E ele tem uma composição físico-química básica de proteínas similar a um bife, em torno de 20%. Ele tem lipídeos. Esse lipídeo é um lipídeo muito bom com propriedades antioxidantes. É uma gordura, mas uma gordura boa”, destaca Lídia Barreto, coordenadora do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.

E ele desperta cada vez mais a curiosidade dos pesquisadores. Em um laboratório da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, as pesquisas com pólen mostraram que ele pode ajudar a combater as doenças do envelhecimento.

Comprovamos, na verdade, que ele tem as três vitaminas antioxidantes, beta caroteno como a pró-vitamina A, a vitamina C e a vitamina E, que são as três antioxidantes”, afirma a farmacêutica bioquímica Lígia Muradian, da USP.

O pólen também é rico em vitaminas do complexo B, que ajudam, por exemplo, no funcionamento do sistema nervoso central, na prevenção e tratamento de cataratas. O grãozinho surpreende.

Para se ter ideia, as quantidades que foram encontradas de vitamina B1 podem ser associadas às quantidades que se encontra dessa vitamina nas carnes de porco, por exemplo. As quantidades de vitamina B2 que nós encontramos eram superiores às quantidades que se encontra no leite”, explica a química Vanilda Soares de Arruda.

Acredito que ele deve ser encarado como alimento, um alimento que tem efeito preventivo contra algumas doenças”, ressalta a nutricionista Ilana Pereira de Melo.

A repórter Mônica Teixeira experimenta o pólen na cozinha do laboratório da USP e aprova. “Tem um gosto como se eu tivesse comendo um cereal matinal. É bem crocante. Não parece com mel, mas dá para comer puro sem o menor problema”, comenta.

A recomendação é ingerir 5 gramas por dia, o equivalente a uma colher de sopa, mas ele não precisa ser puro. O pólen está sendo testado como ingrediente na culinária. E já existem maneiras bem mais saborosas de garantir a dose diária desse alimento.

Na Universidade de Taubaté, a cozinha é um laboratório, onde o sabor do pólen é posto à prova: no molho da salada, na salada de fruta, no patê, bolos, biscoitos de pólen e até trufas e bombons.

Spirulina: Alimente-se com o Superalimento Definitivo

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Spirulina, literalmente o superalimento mais nutritivo conhecido pelo homem, é uma alga azul-esverdeada comestível utilizada em todo o mundo por suas qualidades nutricionais e medicinais. É muito comum para as pessoas que consomem Spirulina experimentar um salto na energia e vitalidade. A razão é simples: Spirulina é uma potência de nutrição. Esta conclusão é apoiada por mais de 400 estudos realizados em várias instituições científicas em todo o mundo.

A Spirulina tem cerca de 60% de proteína completa, uma quantidade bastante considerável quando comparado a carne de vaca ou frango (aproximadamente 25% de proteína de cada um). Proteína “completa” significa que ela contém todos os oito aminoácidos essenciais que nosso corpo necessita para prosperar. Ela tem ainda 10 outros aminoácidos não essenciais que desempenham importantes papéis coadjuvantes na boa saúde.

Nós todos sabemos que o peixe é uma boa fonte de importantes nutrientes chamados ácidos graxos ômega (ômega 3, 6 e 9). O que muitas vezes nós não consideramos é de onde o peixe obtem a maioria de seus ácidos graxos ômega: a partir de algas, como a Spirulina. Este superalimento é rico em ácidos graxos ômega, e principalmente, o ômega 3, que desempenham um papel-chave na prevenção de doenças cardíacas, reduzindo o colesterol ruim, reduzindo a severidade da artrite, osteoporose, depressão, diabetes e muito mais.
spirulina

A Spirulina é de longe a maior fonte conhecida de vitamina B12, com cerca de 3 microgramas por cada grama. A vitamina B12 é essencial para o metabolismo de todas as células do corpo, a produção de células vermelhas do sangue e o desenvolvimento saudável do tecido nervoso.

Ela também é a fonte conhecida com maior quantidade de betacaroteno, um nutriente extremamente importante. O betacaroteno é parte da família dos carotenóides, um grupo de pigmentos que dão às plantas suas várias cores. O Betacaroteno é um poderoso antioxidante e é muitas vezes referido como pró-vitamina A, pois nossos corpos convertem ele em vitamina A. A vitamina A é importante para os dentes saudáveis​​, os tecidos moles e ósseos, membranas mucosas, pele e olhos. Apesar de doses elevadas de vitamina A serem tóxicas, não há nenhuma toxicidade conhecida associada com o betacaroteno. Tem sido mostrado que ele ajuda a prevenir certos tipos de câncer (pulmão, útero, pele e oral) e também a melhorar a função do sistema imunitário.

A Spirulina fornece uma variedade de outros nutrientes essenciais, tais como as vitaminas E, B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9, K1 e K2 e minerais tais como cálcio, ferro, fósforo, iodo, magnésio, zinco, selénio, cobre, crómio e potássio. É enriquecida com fitonutrientes importantes, tais como o ácido gama-linolénico (GLA), clorofila, c-ficocianina e outros carotenóides, incluindo o potente antioxidante zeaxantina.

Esta alga incrível é uma forma microscópica de vida que não tem as habituais resistentes paredes celulares que são normalmente encontradas em plantas. Isso significa que ela é extremamente fácil de digerir, fazendo com que todos os compostos nutricionais mencionados neste artigo sejam altamente absorvíveis em seu corpo. Tudo isso equivale a simplesmente uma quantidade inacreditável de nutrição concentrada em cada grama.

Foi demonstrado que a Spirulina é eficaz contra certos tipos de câncer e vírus, reduz a inflamação, aumenta a função imunitária, desintoxica o fígado e os rins, ajuda com a diabetes e doenças do fígado, e ainda oferece proteção para o cérebro.

Fontes:
– Notícias Naturais: Spirulina: Alimente-se com o Superalimento Definitivo
– Natural News: Nourish yourself with the ultimate superfood
– [Estudo] Inhibition of tumor invasion and metastasis by calciumspirulan (Ca-SP), a novel sulfated polysaccharide derived from a blue-green alga, Spirulina platensis
– [Estudo] [Update on the pharmacology of Spirulina (Arthrospira), an unconventional food]
– Natural News: Spirulina explained: Here’s what you need to know about this healing superfood

A Pesquisadora que Descobriu Veneno no Leite Materno

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A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma.

A ela coube pesquisar o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde. A seguir, o relato:

Lucas do Rio Verde é um dos maiores produtores de grãos do Mato Grosso, estado vitrine do agronegócio no Brasil. Apesar de apresentar alto IDH (índice de desenvolvimento humano), a exposição de um morador a agrotóxicos no município durante um ano é de aproximadamente 136 litros por habitante, quase 45 vezes maior que a média nacional — de 3,66 litros.

Desde 2006, ano em que ocorreu um acidente por pulverização aérea que contaminou toda a cidade, Lucas do Rio Verde passou a fazer parte de um projeto de pesquisa coordenado pelo médico e doutor em toxicologia, Wanderlei Pignatti, em parceria com a Fiocruz. A pesquisa avaliou os resíduos de agrotóxicos em amostras de água de chuva, de poços artesianos, de sangue e urina humanos, de anfíbios, e do leite materno de 62 mães. A pesquisa referente às mães coube à mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso, Danielly Palma.

A pesquisa revelou que 100% das amostras indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico. Em todas as mães foram encontrados resíduos de DDE, um metabólico do DDT, agrotóxico proibido no Brasil há mais de dez anos. Dos resíduos encontrados, a maioria são organoclorados, substâncias de alta toxicidade, capacidade de dispersão e resistência tanto no ambiente quanto no corpo humano.

No dia seguinte à defesa de sua tese, Danielly concedeu uma entrevista ao Viomundo.

Viomundo – A sua pesquisa faz parte de um projeto maior?

Danielly Palma – Minha pesquisa foi um subprojeto de uma avaliação que foi realizada em Lucas do Rio Verde e eu fiquei responsável pelo indicador leite materno. Mas a pesquisa maior analisou o ar, água de chuva, sedimentos, água de poço artesiano, água superficial, sangue e urina humanos, alguns dados epidemiológicos, má formação em anfíbios.

Viomundo – E essas pesquisas começaram quando e por que?

Danielly Palma – Começamos em 2007. A minha parte foi no ano passado, de fevereiro a junho. Lucas do Rio Verde foi escolhido porque é um dos grandes municípios produtores matogrossenses, tanto de soja quanto de milho e, consequentemente, também é um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Em 2006, quando houve um acidente com um desses aviões que fazem pulverização aérea em Lucas, o professor Pignati, que foi o coordenador regional do projeto, foi chamado para fazer uma perícia no local junto com outros professores aqui da Universidade Federal do Mato Grosso. Então, começaram a entrar em contato com o pessoal e viram a necessidade de desenvolver projetos para ver a que nível estava a contaminação do ambiente e da população de Lucas.

Viomundo – E qual é o nível de contaminação em que a população de Lucas se encontra hoje? O que sua pesquisa aponta?

Danielly Palma – Quanto ao leite materno, 100% das amostras indicaram contaminação por pelo menos um tipo de substância. O DDE, que é um metabólico do DDT, esteve presente em 100%, mas isso indica uma exposição passada porque o DDT não é utilizada desde 1998, quando teve seu uso proibido. Mas 44% das amostras indicaram o beta-endossulfam, que é um isômero do agrotóxico endossulfam, ainda hoje utilizado. Ele teve seu uso cassado, mas até 2013 tem que ir diminuindo, que é quando a proibição será definitiva. É preocupante, porque é um organoclorado que ainda está sendo utilizado e está sendo excretado no leite materno.

Viomundo – Foram essas duas substâncias as registradas?

Danielly Palma – Não, tem mais. Foi o DDE em 100% das mães [que estão amamentando]; beta-endossulfam em 44%; deltametrina, que é um piretróide, em 37%; o aldrin em 32%; o alpha-endossulfam, que é outro isômero do endossulfam, em 32%; alpha-HCH, em 18% das mães, o DDT em 13%; trifularina, que é um herbicida, em 11%; o lindano, em 6%.

Viomundo – E o que essas susbstâncias podem causar no corpo humano?

Danielly Palma – Todas essas substâncias tem o potencial de causar má formação fetal, indução ao aborto, desregulamento do sistema endócrino — que é o sistema que controla todos os hormônios do corpo — então pode induzir a vários distúrbios. Podem causar câncer, também. Esses são os piores problemas.

Viomundo – Você disse que as mães foram expostas há mais de dez anos. As substâncias permanecem no corpo por muito tempo?

Danielly Palma – Permanecem. No caso dos organoclorados, de todas as substâncias analisadas, o endossulfam é o único que ainda está sendo utilizado. Desde 1998 os organoclorados foram proibidos, a pesquisa foi realizada em 2010, e a gente encontrou níveis que podem ser considerados altos. Mesmo tendo sido uma exposição passada, como as substâncias ficam muito tempo no corpo, esses sintomas podem vir a longo prazo.

Viomundo – Durante a sua defesa de mestrado, em que essa pesquisa foi apresentada, os membros da banca ressaltaram o quanto você sofreu para realizar a pesquisa. Quais foram as maiores dificuldades?

Danielly Palma – A minha maior dificuldade foi em relação à validação do método. Porque, quando você vai pesquisar agrotóxicos, tem de ter uma precisão muito grande. Como são dez substâncias com características diferentes, quando acertava a validação para uma, não dava certo para outra. Então, para ter um método com precisão suficiente para a gente confiar nos resultados, para todas as substâncias, foi um trabalho que exigiu muita força de vontade e tempo. Foi praticamente um ano só para validar o método.

Viomundo – Essas mães que foram contaminadas exercem ou exerceram que tipo de atividade? Como elas foram expostas ao agrotóxico?

Danielly Palma – Das 62 mulheres que eu entrevistei, apenas uma declarou ter contato direto com o agrotóxico. Ela é engenheira agrônoma e é responsável por um armazém de grãos. Três mães residem na zona rural, trabalhando como domésticas nas casas dos donos das fazendas. É difícil dizer que quem está longe da lavoura não está exposto em Lucas do Rio Verde, pela localização da cidade, com as lavouras ao redor. Mas a maioria das entrevistadas trabalha no comércio, são professoras do município, algumas donas de casa, mas não são expostas ocupacionalmente. A questão é o ambiente do município.

Viomundo – Mas a contaminação se dá pelo ar, pela alimentação?

Danielly Palma – A alimentação é uma das principais vias de exposição. Mas, por se tratar de clorados, que já tiveram seu uso proibido, então eu posso dizer que o ambiente é o que está expondo, porque também se acumulam no ambiente. No caso da deltametrina e do endossulfam, que ainda são utilizados, o uso atual deles é que está causando a contaminação. Mas, nos usos passados [dos agrotóxicos agora proibidos], a causa provavelmente foi a exposição à alimentação — na época em que eram utilizados — e o próprio meio ambiente contaminado.

Viomundo – Quais são as principais propriedades dessas substâncias encontradas?

Danielly Palma – Os organoclorados têm em comum entre si os átomos de cloro na sua estrutura, o que dá uma grande toxicidade a eles. Eles têm alta capacidade de se armazenar na gordura, alta pressão no vapor e o tempo de meia-vida deles é muito longo, por isso que para se degradar demora muito tempo. São altamente persistentes no ambiente, tanto nos sedimentos, solo, corpo humano, e têm a capacidade de se dispersar. Tanto que no Ártico, onde eles nunca foram aplicados, são encontrados resíduos de organoclorados.

Viomundo – O professor Pignati comentou que a Secretaria da Saúde dificultou um pouco a pesquisa de vocês, mas que vocês fizeram questão da participação do governo. Por que?

Danielly Palma – Nós vimos a importância da participação deles porque, quando a exposição da população está num nível elevado e está tendo uma incidência maior de certas doenças, é lá na ponta que isso vai estourar, é no PSF (Programa Saúde da Família). Então, a gente queria que a Secretaria da Saúde acompanhasse para ver em que nível de exposição essa população está e para que tome medidas. Para que recebam essas pessoas com algum problema de saúde e saibam diagnosticar, saibam de onde está vindo e o porquê de tantas incidências de doenças no município.

Viomundo – Se a maioria dessas substâncias não está mais sendo utilizada, o que pode ser feito daqui para frente para diminuir o impacto delas sobre o ambiente e a saúde?

Danielly Palma – Em relação a essas substâncias que não estão sendo mais utilizadas, infelizmente, não temos mais nada a fazer. Já foram lançadas no ambiente e nos organismos das pessoas. A gente pode parar e pensar no modelo de desenvolvimento que está sendo posto, com esse alto consumo de agrotóxico e devemos tomar cuidado com as substâncias que ainda estão sendo utilizadas para tentar evitar um mal maior.

Viomundo – Como que o agrotóxico pode afetar o bebê?

Danielly Palma – Esses agrotóxicos são lipofílicos e se acumulam no tecido gorduroso, então ficam no organismo e passam para o sangue da mãe. Através da placenta, como há troca de sangue entre mãe e feto, acabam atingindo o feto. E alguns tem a capacidade de passar a barreira da placenta e atingir o feto. Durante a lactação, o agrotóxico acaba sendo excretado pelo leite humano.

Viomundo – Então, mesmo que não amamente o filho, ele pode nascer com resíduo de agrotóxico?

Danielly Palma – Sim, isso se a contaminação da mãe for muito elevada.

Viomundo – Foi o caso nas mães [pesquisadas] de Lucas do Rio Verde?

Danielly Palma – Alguns níveis [encontrados] consideramos altos, até porque o leite humano deveria ser isento de todas essas substâncias. Deveria ser o alimento mais puro do mundo. E a gente vê que isso não ocorre, tanto nos meus resultados quanto em trabalhos realizados no mundo inteiro que evidenciaram essa contaminação. A criança acaba sendo afetada desde a vida uterina e depois na amamentação é mais uma quantidade de agrotóxicos que ela vai receber. Mas é sempre bom lembrar do risco-benefício do aleitamento materno. Nunca se deve incentivar a mãe a parar de amamentar porque seu leite está contaminado. As vantagens do aleitamento materno são muito maiores do que os riscos da carga contaminante que o leite pode vir a ter.

Viomundo – Quais os riscos dessa contaminação?

Danielly Palma – Os riscos saberemos somente com um acompanhamento a longo prazo dessas crianças. O que pode acontecer são problemas no desenvolvimento cognitivo e, dependendo da carga que o bebê receba desde a gestação, pode causar má formação, que pode só ser percebida mais tarde.

Viomundo – Esse acompanhamento dos efeitos dos agrotóxicos no corpo humano já foi feito ou ainda é uma coisa a fazer?

Danielly Palma – Quanto ao sistema endócrino, existem evidências. Estudos comprovaram a interferência dos agrotóxicos. Quanto a câncer, má formação e ações teratogênicas (anomalias e malformações ligadas a uma perturbação do desenvolvimento embrionário ou fetal), estudos realizados em animais apontam para uma possivel ação dos agrotóxicos nesse sentido. Mas no ser humano não tem como você testar uma única substância. Quando fazem pesquisas, sempre são encontradas mais de uma substância no organismo e, portanto, não se sabe se é uma ação conjunta dessas substâncias que elevou aquele efeito ou se foi a ação de uma substância apenas.

Viomundo – Os resultados da pesquisa são alarmantes?

Danielly Palma – Foram alarmantes, mas ao mesmo tempo já esperávamos por esse resultado, até porque já tínhamos em mãos resultados da parte ambiental. Vimos que a exposição da população estava muito alta. Com o ambiente contaminado daquela forma, já era esperado encontrar a contaminação do leite, uma vez que o ambiente influencia na contaminação humana também.

Viomundo – O que será feito com esses resultados?

Danielly Palma – Os resultados já foram encaminhados às mães e, no início do projeto, assumimos o compromisso de, no final, nos reunirmos com elas e explicarmos os resultados. Esperamos que as autoridades do município e de todas as regiões produtoras acordem para o modelo de desenvolvimento que eles estão adotando, porque não adianta ter um IDH alto, ter boa educação e sistema de saúde, se a qualidade de vida em termos de exposição ambiental é péssima.

 

post original: http://www.noticiasnaturais.com/2014/01/a-pesquisadora-que-descobriu-veneno-no-leite-materno/

ÓLEO ESSENCIAL DE AZALÉIA GIGANTE DO NEPAL (Rododendro) – Rhododendron anthopogon

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O óleo essencial de Azaléia Gigante você encontra na Pria – www.pria.com.br

A Laszlo tem o prazer de comunicar que pela primeira vez no Brasil encontra-se disponível o óleo essencial de Azaléia gigante do Nepal, conhecida também como Rododendro (Rhododendron anthopogon).

Diferentes das outras azaléias, esta espécie gigante é aromática e não possui substâncias tóxicas entre seus constituintes. Esta planta é um símbolo nacional no Nepal e cresce numa uma altitude de 4300-4000m. É obtido por destilação a vapor da parte aérea deste arbusto, sendo um líquido fluido de cor amarelo pálido e doce à base de plantas, aroma levemente balsâmico. Devido às variações de altitude e regionais alguns óleos são solúveis em álcool a 95% e alguns não são.

Um óleo muito especial, utilizado na medicina tradicional tibetana, onde a planta é conhecida como balu ou sunpati. Tradicionalmente, das folhas e flores frescas deste arbusto é feito um chá por curandeiros do Himalaia e bebido para ajudar a digestão, estimular o apetite, acalmar pensamentos doloridos e aliviar doenças do fígado.

É considerado um óleo que trata e cuida da alma, dissolvendo tristezas, dores e angústias, principalmente aquelas que tiram o sono e fazem o peito doer. É um óleo que atua especialmente no chakra cardíaco, trazendo paz e acalento.

Talvez a mais importante característica do óleo de rododendro seja sua atuação sobre o sistema imunológico. Tem sido utilizado no Nepal para vários tipos de doenças do sangue e infecções sistêmicas.

Estudos científicos1, revelaram que este óleo possui uma poderosa ação anticancerígena, sendo capaz de reduzir o crescimento de células cancerosas independente do tipo e dos protocolos empregados. Os tipos de câncer testados foram de ovário, colo do útero e cólon. Ele possui uma moderada ação ani-inflamatória tópica e uma significante capacidade de matar bactérias como Staphylococcus aureus, Enterococcus fecalis, Bacillus subtilis, Mycobacterium tuberculosis e os fungos Candida albicans e C. pseudotropicalis (em dosagens de 0,08-0,04% apenas!).
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Um óleo essencial raro, composto por uma complexa mistura de mono e sesquiterpenos como o a-pineno, limoneno, muuroleno, germacreno d e p-cimeno. Esta sinergia única é a responsável pelas propriedades desintoxicantes e terapêuticas deste óleo.

O óleo essencial de azaléia gigante é considerado um eficiente antiespasmódico para o sistema respiratório, hepatoprotetor e desintoxicante. Ele pode estimular o apetite durante a doença ou convalescença. Ajuda na drenagem linfática, entupimentos vasculares e também tem sido conhecido por ser um estimulador dos rins e supra-renais.

É um bom anti-inflamatório quando aplicado a tecidos fibrosos, ligamentos e articulações, como em condições reumáticas, artrite e gota.

No Nepal, este óleo é considerado um símbolo do equilíbrio dos meridianos de fogo, afetando estes meridianos em todos os seus aspectos; fisicamente, mentalmente e emocionalmente. Alivia dores de cabeça, dores nas costas e dores articulares e musculares que foram trazidas pelo excesso de algum tipo de atividade (por exemplo, consumo de comida e bebida exageradamente). Este óleo é de grande benefício para as pessoas cujas doenças são agravadas pelas condições de vento ou tempestade.

De perfume um pouco balsâmico, pode ser usado sobre a pele e cabelo para ajudar a trazer maciez e limpar o couro cabeludo.

Cromatografia do óleo da Laszlo Aromaterapia – clique aqui para visualizar.

Textos: Fabian Laszlo
Referências:
1. Innocenti, Gabbriella et al. Chemical composition and biological properties of Rhododendron anthopogon essential oil. Molecules. 2010 Mar 31;15(4):2326-38.
2. Basnyet, Jolanta. Essential Oils from the Tibetan Shangri-La – Positive Health;Oct99, Issue 45, p16