ÓLEO DE ALCARÁVIA AUMENTA HORMÔNIO DA TIREÓIDE

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A alcarávia (Carum carvi), chamada em inglês de caraway, possui um óleo obtido de suas sementes e rico no componente carvona, uma cetona de ação calmante e sedativa. É conhecido por ter propriedades digestivas e estrogênicas (muito parecidas com as do funcho). É usada no alívio de cólicas intestinais e menstruais por ser antiespasmódica.

Uma pesquisa de 2010 mostrou que o uso prolongado de extrato da alcarávia em altas doses, pode ocasionar hipertiroidismo com aumento do T3, T4 e diminuição do TSH. Os cientistas ainda não descobriram exatamente o mecanismo que causa este efeito, mas suspeita-se que o componente carvona, presente em alta concentração no óleo essencial, seja o responsável por este efeito. Desta forma, o óleo essencial de alcarávia mostra-se como tendo potencial terapêutico auxiliar no hipotireoidismo, mas é definitivamente contra-indicado em casos de hipertireoidismo, pois pode agravar o quadro. A dosagem correta para tratamento de distúrbios da tireóide não é conhecida ainda, mas é possível que algum efeito positivo se tenha com inalações e outras formas de uso. Futuras pesquisas são necessárias neste sentido.

Vale ressaltar que o óleo de alcarávia não substitui o hormônio da tireóide em quem faz reposição hormonal. Se você tem algum problema de saúde, oriente-se com seu médico.

Autor:Fabian LaszloCientista aromatólogo

Referência:Dehghani, F. et al. Effect of hydroalcoholic extract of caraway on thyroid gland structure and hormones in female rat. Iranian Journal of Veterinary Research, Shiraz University, Vol. 11, No. 4, Ser. No. 33, 2010

Outro artigo relevante: TIREOIDE E ÓLEOS ESSENCIAIShttps://www.facebook.com/laszlobrasil/photos/a.209468372457449.46847.208799552524331/604235052980777/?type=1&theater

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OS ÓLEOS VEGETAIS RICOS EM ÔMEGA 6 AFETAM A GLÂNDULA TIREÓIDE

Muitas vezes são ignorados os vários fatores na dieta moderna que deprimem a função tireoidiana e aumentam a nossa necessidade, não somente pela exposição do iodo frente aos halogênios como, o cloreto, o brometo e o flúor, mas também pelas deficiências em vitamina A, vitamina B 6, selênio e magnésio. A diminuição da exposição a halogenados e ingestão abundante destes nutrientes essenciais, provavelmente, reduzem as nossas necessidades de iodo.

Outro fator da dieta moderna que interfere com a função da tireóide é o consumo de ácidos graxos ômega-6 a partir de óleos vegetais comerciais. Segundo algumas estimativas, esses ácidos graxos ômega-6 contribuem com 20 por cento das calorias das dietas “civilizadas”. Como apontado por Stephen Guyenet em seu blog, os ácidos graxos ômega-6 podem suprimir a sinalização da tireóide. Ele cita estudos que mostram que o óleo de milho suprime a resposta do fígado ao T4 quando comparados com banha de porco, o óleo de cártamo suprime a resposta do fígado ao T3 quando comparado com o sebo de bovinos, e o ácido linoleico suprime a resposta de gordura marrom e do fígado para o T3. O fígado é um dos principais locais de produção de calor a partir dos hormônios da tireoide. De fato, na década de 1970 pesquisadores estavam analisando o ácido ômega-6 linoleico como um tratamento para hipertireoidismo.

Assim, é provável que aqueles que evitam os óleos vegetais comerciais e minimizam o consumo de ômega-6, enfatizando a ingestão de gorduras animais em alimentos como manteiga e óleo de fígado de bacalhau, teriam necessidades de iodo muito menores do que 1.000 mcg por dia, e seriam capazes para satisfazer as suas necessidades de iodo com uma dieta com alimentos integrais, especialmente aqueles que contêm frutos do mar.

Ricas fontes de ômega 6: óleo de girassol, soja, canola, algodão e milho

Fonte: Ácido linoléico Ômega-6 Suprime Sinalização da Tiroide, 19/12/2008 em: http://wholehealthsource.blogspot.com/2008/12/omega-6-linoleic-acid-suppresses.html 

Outros links:
http://www.umaoutravisao.com.br/secoes/Saúde/um_grande_debate_sobre_o_iodo.htm

www.omegasixthedevilsfat.com

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TIREÓIDE E ÓLEOS ESSENCIAIS

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Conheça os óleos estimulantes e sedativos da tireóide baseado em pesquisas científicas.
Por Fabian Laszlo

A tireóide é uma glândula que desempenha um importante papel no funcionamento do organismo. Da rapidez com que seu coração bate à como eficazmente você queima calorias, esta glândula regula todos os aspectos de seu metabolismo, pela liberação dos hormônios – T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que têm o iodo como componente essencial.

A liberação de seus hormônios é feita pelo estímulo do TSH (hormônio estimulante da tireóide) produzido pela glândula hipófise e que regula a captação de iodo pela glândula para síntese do T3 e T4. O T4 é convertido em T3 pelos tecidos periféricos não-tireóideos (fígado e músculo) pela remoção de um resíduo de iodo. O T3 é responsável pela grande maioria dos efeitos dos hormônios da tireoide e o T4 pode não exercer quase nenhuma atividade endócrina até que seja convertido em T3 pelas enzimas iodotironina deiodinases tipo I e tipo II.

No universo dos óleos essenciais alguns já foram estudados sobre sua ação na glândula tireoide, apesar de não existirem ainda amplos estudos clínicos em humanos com seu uso no tratamento dos distúrbios desta glândula.

O absoluto (ou oleoresina) de Mirra indiana (Commiphora mukul) rico em gugulipídeos e gugulsteronas, mostrou em estudos, agir estimulando as enzimas de conversão dos hormônios da tireóide de T4 em T3 no fígado1,2. Apresentou também forte atividade estimulante da tireoide em ratos (na dose de 1mg/100g de peso corporal) com aumento da utilização de iodo pela glândula3. Algo muito positivo no hipotireoidismo.

Pesquisas demonstraram que o feno grego (Trigonella foenum-graecum) e o alho (Allium sativum) agem diminuindo a concentração de T3 e os níveis de T3/T4 no sangue, podendo ser benéficos em casos de hipertiroidismo4,5.

O componente citral de óleos essenciais como melissa, litsea cubeba, capim limão e verbena possui capacidade de inibir o TSH de se ligar aos receptores para este hormônio na tireoide, inibindo também a conversão microsomal no fígado do T4 em T3 com redução da concentração de TSH na hipófise e sangue 6,7,8,9. Isso é útil no hipertireoidismo, mas maléfico para quem sofre de hipo e doença de Graves.

O ácido cinâmico, encontrado nos óleos de benjoim, bálsamo do Peru e Tolu, também mostrou inibir a ligação do TSH à tireóide6,7.
O óleo de terebintina extraído por destilação da madeira do pinheiro (Pinus sp.) por ser rico em pinenos, quando aplicado em injeções em ratos (5 microliter/g) ocasionou uma significante redução de T3, T4 e TSH no sangue que durou por 48h10.

O componente piperina encontrado no absoluto, oleoresina e extrato via CO2 da pimenta negra (Piper nigrum) mostrou em altas doses em ratos (2.50 mg/kg por 15 dias) ser capaz de inibir a função da tireoide reduzindo o T3 e T4 de forma semelhante ao medicamento propiltiouracil. Contudo em doses baixas (0.25 mg/kg) não houve nenhuma alteração significante11.

O neem (Azadirachta indica) mostrou, em doses elevadas, ser capaz de interferir na conversão do T4 em T3 no fígado. Contudo, em doses baixas ele não apresenta este efeito. Apesar do estudo ter sido feito com o extrato da planta, muitos componentes do extrato (azadiractina, por exemplo) são encontrados no óleo, permitindo considerações similares de efeito12.

Em livros de aromaterapia é muito frequente ver outros óleos sendo indicados para distúrbios da tireoide, como a palmarosa, espruce, murta e niaouli. Entretanto, ainda não existem trabalhos científicos que validem seu efeito e muita confusão é feita no sentido do efeito destes óleos, se agem tonificando ou inibido a função da glândula, o que se mal empregado pode trazer prejuízos ao invés de melhorias.

Como nos distúrbios funcionais da tireoide mediadores inflamatórios (citocinas e prostaglandinas) e radicais livres participam destes processos, é possível que, por muitos destes óleos citados em livros serem antiinflamatórios, imunoreguladores e antioxidantes, sua ação assim seja justificada para os resultados citados.

Publicado no 4o Jornal de Aromatologia da Laszlo:http://www.laszlo.ind.br/campanhas/JORNAL_LASZLO_4_JUNHO_2013_versao_web.pdf

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